Sem falar que adotar uma vida ativa é garantia para ter um coração mais forte. "Os exercícios aeróbicos, ao melhorar a eficiência cardíaca, fortalecem a musculatura do ventrículo, intensificando a força do coração", informa Cassiano Neiva. Por isso, apostar na natação, na corrida ou até na bicicleta é receita de sucesso.
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sábado, 21 de junho de 2014
Proteja o coração!
terça-feira, 1 de abril de 2014
Sono melhora exercício, equilibra o apetite e ajuda a eliminar gordura
O apetite também está ligado ao sono, durante o descanso é liberada uma grande quantidade deleptina, hormônio que age principalmente no controle do apetite, no aumento do gasto energético e no metabolismo da glicose e das gorduras.
A atenção, a concentração e memorização podem ficar comprometidas quando o sono é ineficaz, prejudicando as atividades que requeiram maior precisão. Além disso, o cansaço físico pode diminuir a força e velocidade da resposta muscular.
A falta de sono afeta a atenção e a concentração, como os movimentos musculares no esporte precisam de boa atenção para uma adequada sincronia e máximo desempenho, a insônia pode afetar o resultado.
A falta de sono compromete seriamente vários processos metabólicos fundamentais para o equilíbrio de todo o organismo a curto, a médio e longo prazo.
-Entre as consequências da insônia destaca-se o estresse crônico que afeta o equilíbrio de um hormônio chamado cortisol que é importante para o sistema imunológico, deixando o organismo mais susceptível a infecções, comenta o Dr. Alexandre Leopold Busse.
A redução das horas de sono aumenta o risco de desenvolver diabetes já que inibe a produção de insulina pelo pâncreas (a insulina é o hormônio que retira o excesso de açúcar do sangue). Outras consequências da insônia são depressão, irritabilidade, dor de cabeça.
Boa noite de sono
Uma boa noite de sono depende de muitos fatores e existem variações individuais, mas um adulto necessita de 7 a 8 horas de sono para que o corpo se recupere. As crianças precisam de mais horas e idosos menos horas para uma boa recuperação
Dicas para se ter uma boa noite de sono:
-Ter horários regulares para deitar e levantar.
-Ambiente com baixa luminosidade e baixo ruído, além de adequada temperatura.
-Evitar abuso de café, chás, refrigerantes e bebidas alcoólicas principalmente de noite.
-Evitar ler ou assistir televisão na cama.
-Evitar sonecas prolongadas durante o dia.
Exercício ajuda contra a insônia
- A maioria dos casos de insônia crônica são causados por problemas emocionais como ansiedade, depressão e estresse. Os exercícios físicos ajudam a regular o sono e são coadjuvantes no tratamento dos problemas emocionais, a atividade física libera endorfinas, substâncias relacionados à sensação de bem estar, complementa Dr. Alexandre.
Quando o esporte é praticado ao ar livre, com exposição à luz, tem um efeito adicional na regulação de um hormônio chamado melatonina que também tem participação na regulação do sono.
Hora certa de treinar
Os exercícios físicos ajudam comprovadamente a ter um sono melhor. Porém algumas pessoas podem ter o sono prejudicado quando se exercitam à noite. Durante o exercício existe uma liberação de adrenalina que pode, em algumas pessoas, ter uma excitação psíquica por tempo mais prolongado no pós-exercício e atrapalhar o início do sono. Portanto se o exercício for feito mais cedo, haverá naturalmente um relaxamento após algum tempo oque pode até favorecer o início do sono.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Sua casa, sua academia - Simulador de caminhada
Quem malha por conta própria às vezes fica órfã de uma atividade aeróbica, indispensável para acelerar a queima de gordura e turbinar o resultado do treino localizado. Mas nem todo mundo pode, quer ou conta com espaço para uma esteira ou ergométrica na sala ou no quarto. E quem disse que essas são as únicas opções? Escolhemos três equipamentos econômicos no tamanho (até o simulador de caminhada, que é o maior deles, é dobrável e fica fininho para você guardar em qualquer lugar), adaptáveis para a família inteira e com preço que compensa o investimento - afinal, você poupa a mensalidade da academia e o tempo que usaria para ir e voltar, certo? Damos o treino e tudo! Mas tem que levar a coisa a sério. "Malhar sozinha exige disciplina, mas, à medida que os resultados aparecem, fica fácil colocar o treino na rotina", fala o professor de educação física Márcio Galiazzi, do Rio de Janeiro. Está esperando o quê? Já para casa, menina!
Simulador de caminhada
O que é: tem mecanismo parecido com o do elíptico, mas os pedais fazem movimentos para a frente e para trás em vez de circulares. Os bastões para apoio das mãos ajudam a impulsionar o corpo. São vários modelos: com barra para encaixe de anilhas, assento, display que exibe velocidade, distância e gasto calórico e até uma plataforma giratória na parte da frente para trabalhar abdômen (o da foto tem o encaixe para anilhas e o display).
O que você treina: resistência cardiorrespiratória e força nas pernas e no bumbum. Dependendo de como se posiciona no aparelho, você estimula musculaturas diferentes. "Quando mexe as pernas para a frente e para trás, malha quadríceps e glúteos. Se fica de lado e abre e fecha as pernas, aciona as partes interna e externa da coxa", explica o professor Rogério Orban, da Bodytech, em São Paulo, que criou este treino.
Por que é legal: oferece menos impacto do que a esteira, por isso é ideal para quem está acima do peso, se recuperando de lesões ou tem restrição óssea ou articular.
Para aproveitar o máximo: apoie o pé inteiro na plataforma para poupar joelhos e panturrilhas. "Você até pode caminhar alguns minutos na ponta dos pés, para trabalhar a panturrilha, mas sem exagerar", avisa Rogério.
Gasto calórico: 270 em 30 minutos, aproximadamente.
Preço: entre 249 e 599 reais.
Para treinar em casa
Segunda: 10 min de aquecimento + 36 min (alternar 15 min moderado e 3 min leve) + 10 min de desaquecimento + 3 séries de 20 rotações de tronco na plataforma giratória (ou abdominais no solo, se o seu aparelho não tiver essa variação)
Total: 56 min
Quarta: 10 min de aquecimento + 30 min com anilhas de 2 a 4 kg (alternar 4 min de movimento para frente e 1 min na lateral) + 10 min de desaquecimento + 3 séries de 20 rotações de tronco na plataforma giratória ou abdominais no solo
Total: 50 min
Sexta: 10 min de aquecimento + 10 min com anilhas de 2 a 4 kg (alternar 2 min forte e 2 min leve) + 10 min de desaquecimento + 3 séries de 20 rotações de tronco na plataforma giratória ou abdominais no solo
Total: 30 min
sábado, 20 de julho de 2013
Caminhe para o coração bater saudável
A professora de educação física Denise de Oliveira Alonso, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, a Socesp, conta que um velho estudo, lá dos anos 1960, serviu para dar pistas sobre a importância da caminhada na proteção das artérias. Cientistas ingleses observaram que os motoristas de ônibus estavam mais sujeitos a problemas cardiovasculares do que os cobradores. “Naquela época, enquanto os condutores passavam muitas horas sentados ao volante, os trocadores subiam, desciam e andavam pelo veículo para cobrar os passageiros”, relata Denise. Assim, os pesquisadores concluíram que mexer as pernas estava intimamente ligado ao estado dos vasos e do coração.
De lá pra cá, grandes populações foram avaliadas em diversas pesquisas e não restou nenhuma dúvida a respeito do impacto das passadas na saúde do peito. “Esse tipo de atividade melhora o fluxo sanguíneo e fortalece o músculo cardíaco”, explica Denise. Há também a redução das taxas de colesterol e de glicose. Somam-se a essa lista de benefícios a perda de peso e o controle da pressão arterial. Todos esses atributos, é importante destacar, estão atrelados à prática constante. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza o mínimo de 30 minutos diários de atividade física, cinco dias por semana.
Antes de calçar o tênis e sair por aí, convém prestar atenção em alguns detalhes. Em primeiro lugar, olhe para o próprio calçado: ele deve ter algum sistema de amortecimento para atenuar impactos. Também é preciso caprichar na hidratação e esse aviso vale principalmente para as jovens senhoras — isso porque existe maior tendência à desidratação conforme os anos passam.
É fundamental analisar o trajeto da caminhada e verificar se não existem buracos nas calçadas ou trilhas muito irregulares. Outra vez, a cautela deve ser redobrada para quem já tem certa idade. Por fim, para as mulheres que já passaram dos 55 anos, para as hipertensas, diabéticas e aquelas com alterações de colesterol, cabe enfatizar a recomendação de consultar o médico e um profissional de educação física antes de partir para as voltas no parque ou o passeio na esteira. Embora a caminhada seja um exercício de menor intensidade, só a avaliação de um especialista poderá garantir completa segurança.
Fonte: sintaseucoracao.com.br
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Esporte: Modalidades
Artes Marciais"Foi apenas mais tarde na vida que percebi como essas modalidades, quando bem orientadas, fazem o contrário: controlam a agressividade e ajudam na concentração. Na Fundação Gol de Letra, chegamos a oferecer aulas de tae kwon do. Os alunos adoraram e os resultados foram ótimos tanto no aspecto disciplinar quanto em termos de corpo e mente — fora toda a filosofia que existe por trás desses esportes."
Caratê
O caratê se destaca pelos poderosos punhos e tornozelos bem treinados. O atleta desenvolve uma consciência corporal por meio de exercícios que estimulam a boa postura e a amplitude dos movimentos.
Atletismo
Os movimentos do atletismo são naturais desde a infância. Repare: correr, saltar e lançar está presente na maioria das brincadeiras infantis. Entendeu por que é tão importante deixar a meninada brincar por aí?
Basquete
Os especialistas dizem que na fase que vai dos 10 aos 15 anos é muito importante tomar cuidado com a carga dos treinamentos. Os deslocamentos feitos de forma insistente podem ser prejudiciais ao crescimento corporal. Nessa fase, vale tratar a prática com um pouco menos de seriedade. Os 16 anos seriam a idade ideal para começar a jogar basquete pra valer.
Ciclismo
Ensinar a criança a andar de bike exige paciência: comece com as rodinhas e só retire-as quando o pequeno estiver confiante nas pedaladas.
Natação
Considerado um esporte completo, a natação pode e deve ser feita em qualquer idade.Entenda quais são os benefícios para cada idade.
Futebol
O futebol é ótimo para crianças mais tímidas. A chance de fazer amigos dentro e fora das quatro linhas aumenta a cada toque na bola.
Fonte: saude.abril.com.br
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Academia liberada para adolescentes
Um estudo da Universidade de Granada, na Espanha, confirma o efeito benéfico dos exercícios de força na prevenção do diabete. Após avaliar 1 053 voluntários entre 12 e 18 anos, os cientistas descobriram que músculos bem condicionados facilitam o trabalho da insulina, a responsável por tirar açúcar da circulação e colocá-lo dentro das células. Já braços e pernas fracos não raro vêm acompanhados de certo grau de resistência ao hormônio, indicativo de que a enfermidade está à espreita. "A massa muscular consome bastante combustível. Isso, fora diminuir as taxas de glicose, melhora a ação da insulina", explica o educador físico David Jiménez Pavón, autor do artigo.
Em outro levantamento, o mesmo especialista revelou que bíceps, tríceps e companhia em forma estão associados a um bom funcionamento da leptina no corpo da garotada. "Essa substância regula o apetite. Portanto, ao menos em teoria, os treinos de força podem ajudar adolescentes a não comer além da conta", arremata Jiménez Pavón. Uma vantagem muito bem-vinda, principalmente quando se considera que, segundo a mais recente pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde, 47% dos brasileiros entre os 12 e os 18 anos sofrem com sobrepeso.
A malhação já foi acusada de deixar a molecada baixinha. E isso até acontece, mas não por causa dos movimentos em si, e sim devido a uma intensidade elevada demais. "O excesso de carga, não importa o tipo de atividade, causa microtraumas nos ossos, o que pode interromper o crescimento ou provocar deformações", avisa Vinícius de Mathias Martins, ortopedista do Hospital São Luiz, na capital paulista. "Sem contar que um corpo ainda imaturo fica especialmente sujeito a lesões se submetido a atividades pesadas", completa Isabel Salles, fisiatra e coordenadora do Serviço de Reabilitação do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Tênis minimalistas: o que são e como atuam durante os exercícios
O segredo está no passo. Com um tênis tradicional, o calcanhar toca o chão primeiro, e o amortecedor absorve parte do impacto, que é maior nesse tipo de pisada. Mas, com o minimalista, o peito do pé chega antes, suavizando o contato, e o choque com o solo é todo assimilado pelo corpo. Um estudo do professor Daniel Lieberman, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, sugere que aterrissar com o calcanhar leva o corredor a sofrer mais lesões por esforços repetitivos. "Dessa forma há uma parada súbita do pé, e isso gera um pico de força até três vezes maior que o peso da pessoa. Essa energia extra não existe quando a parte da frente chega primeiro", explica a professora de biomecânica Sarah Ridge, da também americana Brigham Young University.
No entanto, optar pelo minimalista da noite para o dia pode ser perigoso. O ortopedista Rogério Teixeira, do Hospital e Maternidade São Luiz, na capital paulista, esclarece por quê: o calcanhar tem uma camada de gordura muito mais generosa que o peito do pé, protegendo esse membro. Quilos extras também são um problema. "Se você está bem treinado e sem excesso de peso, o minimalista não causará danos. A questão é que muita gente começa a correr justamente para emagrecer", constata Teixeixa. "Quem está acima do peso e não usa amortecimento vai ter uma lesão mais cedo ou mais tarde", ele alerta.
A musculatura é outro ponto importante a considerar. O fisiologista Júlio Serrão, da Universidade de São Paulo, explica que o calçado minimalista exige bem mais esforço dos músculos do pé e do tríceps sural, popularmente conhecido como batata da perna. "O corredor suaviza a colisão com o solo, mas força essa área, já que ela é mais utilizada, aumentando o risco de lesões", constata Serrão.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Vida de cachorro também tem regras e atividades físicas
Voltemos, então, ao Greg e à Tetê. Além da caminhada diária, eles têm três horários fixos para se alimentar, com ração de quantidade controlada e boa qualidade. Mesmo com todas as regras seguidas corretamente, observei que Tequila ganhou uns quilinhos a mais nos últimos meses e Gregório emagreceu. Pois bem, fui investigar detalhes que, às vezes, não são tão óbvios. Percebi que Tetê, mais faminta que Greg, comia a ração dela e parte da dele, o que a engordou. Para consertar a situação, uma saída simples: separei os dois nos horários de refeição. E não é que a Tequila já demonstra resultados na balança?
Estabelecer uma rotina para o animal e prestar atenção aos seus hábitos são cuidados essenciais. Para manter o peso saudável, fique sempre de olho se ele come a quantidade ideal e nas mesmas horas, dorme bem e demonstra alegria no momento de passear - atividade essencial para a saúde. Até porque os benefícios dos exercícios físicos regulares vão muito além do controle dos quilos, também ajudam na estabilização da frequência cardíaca e da pressão arterial.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Passo a passo da doação De Sangue
2. São realizadas triagens clínicas e hematológicas para checar a pressão arterial, os batimentos cardíacos, o peso, a temperatura corporal e até mesmo a quantidade de hemácias no volume total de sangue, determinando ou não a anemia. Para isso, basta um furinho no dedo e uma gota do líquido. Em caso positivo, o indivíduo não estará apto a doar. Em uma entrevista, analisam-se antecedentes patológicos e fatores de risco que impedem o procedimento. Há casos de doenças não detectadas pelos exames de sorologia ou que estejam ainda em janelas imunológicas, ou seja, no intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus e a produção de anticorpos que confirmam a patologia. "Esse período, hoje, foi bastante reduzido pelos testes de última geração, como o NAT (teste de biologia molecular) para hepatite C e HIV. Claro que isso não exclui a necessidade de uma checagem criteriosa e bem feita", pondera Thomaz Nicoletti Filho, hemoterapeuta e médico assistente do serviço de hemoterapia do Hospital do Servidor Público Municipal, em São Paulo. Portanto, é muito importante ser sincero em todas as respostas, evitando incidentes nas etapas de doação e transfusão sanguíneas. Em casos de constrangimento no momento das perguntas, o voto de autoexclusão pode solucionar o problema. Após um telefonema confidencial, a bolsa de sangue será desprezada, mesmo que os resultados dos exames realizados sejam negativos.
3. O passo seguinte é a coleta de sangue e de amostras para tipagem e sorologias. Essa etapa compreende a própria doação e os testes para doenças infecciosas que possam causar riscos ao receptor.
Após a doação
Depois de colhido, o sangue é fracionado em hemocomponentes e estocado até que os resultados sorológicos para liberação ou desprezo das bolsas sejam confirmados. Se o líquido doado for aprovado em todos os testes anteriores, seu envio e sua transfusão estão autorizados. "Durante a coleta, existem procedimentos de identificação das bolsas, componentes e amostras com códigos de barra que acompanharão o sangue até seu destino final", esclarece o hemoterapeuta.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Férias sem sedentarismo
Para comprovar a parcela de culpa que esses meses têm no ganho de peso em crianças e adolescentes, a Universidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo, avaliou 400 estudantes entre 10 e 16 anos de idade. O resultado mostra que aqueles com sobrepeso ou obesos mantiveram os quilos a mais. E, desastre, os com o índice de massa corporal (IMC) no patamar ideal exibiram uma massa gordurosa maior na volta às aulas. "A faixa etária mais vulnerável é a dos 10 aos 13 anos", revela Fábio Ferreira, especialista em saúde da criança e do adolescente e autor do trabalho.
Outro achado da pesquisa foi a diferença de distribuição do peso no corpo dos meninos e no das meninas. Nos garotos, a região da cintura foi a mais afetada. "O acúmulo de gordura nessa área pode causar doenças cardiovasculares na vida adulta", lembra Ferreira. Já entre as garotas, se espalhou igualmente pelo corpo.
Para evitar a inflação dos pneus entre os teens, uma das táticas é incentivar brincadeiras físicas de três a sete vezes por semana. A televisão e o videogame são divertidos — não se pode negar —, mas atividades como futebol e dança se encarregam de dois benefícios ao mesmo tempo: o entretenimento e a manutenção do peso. O importante é brincar até cansar.
Mas só o exercício não é suficiente para prevenir a obesidade. A alimentação é o outro pilar que sustenta a saúde e a fisionomia esbelta — e com os jovens não é diferente. "Exceções na hora de comer podem e devem ocorrer, mas, em um período sem rotina rígida, é preciso tomar cuidado para que as indulgências não virem regra", ressalva a nutricionista Ana Lia Haag, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Um dia na frente da TV e um bocado de salgadinhos estão longe de serem os vilões da história. O problema está no exagero e na constância. Os pais precisam intervir caso percebam que o filho prefere ficar na frente do computador dias a fio a sacolejar o esqueleto ou se está trocando todas as refeições por petiscos muito calóricos. Isso garante que os jovens voltem à escola carregando, como peso extra, apenas a mochila.
domingo, 20 de janeiro de 2013
Cinco pecados comuns nas academias
Para perder peso e gastar calorias, muita gente opta por realizar atividades que envolvem suar muito e não fazer força. Mas esse é uma estratégia que pode não dar certo. Segundo a educadora física Ana Dâmaso, integrante do grupo de estudos da obesidade da Universidade de São Paulo (USP), as atividades aeróbias, como caminhada, spinning e corrida, são mais efetivas para a redução de gordura no corpo, mas não são suficientes para manter a Taxa Metabólica de Repouso (TMR) em alta - ou seja, o gasto do corpo quando não está em movimento. Uma pessoa que possui a TMR elevada, por exemplo, tem mais facilidade para perder peso, pois o organismo trabalha mais rapidamente durante a queima de energia. Além do consumo calórico mais intenso, a combinação de exercícios aeróbios e musculação também favorece a substituição da gordura corporal por músculos, deixando o corpo mais firme e livre de lipídios ameaçadores à saúde. "Os dois tipos de atividade, juntos, são mais efetivos no controle dos processos inflamatórios associados à obesidade, diminuindo, então, os riscos de diabete, doenças cardiovasculares, gordura no fígado e hipertensão", afirma. O especialista em medicina esportiva Jomar Souza, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), ressalta também que a musculação reduz a velocidade da perda de massa muscular que vem com a idade. "O ideal é que os grupos musculares sejam exercitados em dias alternados para permitir sua recuperação, prevenindo uma sobrecarga e, consequentemente, lesões", ele orienta.
2. Não realizar pausas entre as séries de exercícios
O descanso é essencial para manter a qualidade do treino e repor os estoques de creatina fostato (CP), moléculas usadas para gerar a energia de alta intensidade típica da musculação. O organismo precisa de três a cinco minutos para se recompor após o esforço. A educadora física Alessandra Dianin, da Bio Ritmo Academia, salienta que as pausas programadas fazem parte do treino. "Se fizermos uma série com muitas repetições, precisamos de intervalos entre elas. Caso esse tempo não seja respeitado, a terceira e as demais repetições provavelmente não serão com o mesmo ritmo das primeiras, comprometendo o exercício", explica a professora. Consequência? O treino é bem mais doloroso e os resultados, pífios.
3. Evitar a ingestão de líquidos para o ponteiro da balança não subir
Se você acha que suar ajuda a emagrecer, atenção: a sudorese, ou suor, é uma reação do corpo para reduzir a temperatura que se eleva durante o exercício físico. "A redução de peso com a perda de suor é sinal da desidratação do corpo e não da perda de gordura", esclarece Jomar Souza. "Sem uma hidratação adequada, a temperatura central do corpo pode se elevar de maneira perigosa, resultando em hipertermia. O ideal é que o praticante de exercícios beba cerca de 200 ml de água, o que equivale a um copo a cada 20 ou 30 minutos de atividade, principalmente em locais com temperatura e umidade elevadas", completa. No caso de treinamentos mais longos, isotônicos são boas pedidas.
4. Exagerar no peso para compensar as faltas em treinos
Se deixou a musculação de lado por alguns dias, não tente usar a lei da compensação com cargas mais pesadas nos aparelhos. Ultrapassar a quantidade de quilos e de repetições indicados pelo educador físico aumenta o risco de se machucar. Pode haver um desgaste precoce das articulações e até mesmo lesões completas de tendões, exigindo até intervenção cirúrgica para a reparação dos mesmos. O ideal é conversar com o instrutor e checar se a carga está adequada. Se ficar sem treinar por algum tempo, os resultados se perdem, sim, e muito rápido. "Mas não é possível recuperar todos os treinos em falta de uma hora para outra", esclarece Alessandra Dianin, educadora física da Bio Ritmo.
5. Ignorar os instrutores em busca de resultados rápidos
O profissional de educação física tem o conhecimento teórico e prático necessário para orientar as pessoas sobre a forma correta de praticar exercícios, sem o risco de se machucar. A postura de sabe-tudo do aluno, além de colocar o corpo à mercê de lesões, certamente não vai proporcionar os efeitos desejados. "Tanto o treinamento aeróbio quanto o de musculação devem ser indicados por profissionais especializados", comenta Ana Dâmaso. Mesmo aqueles que treinam há muito tempo não estão preparados para decidir qual é o momento de mudar a sequência de exercícios e podem errar a mão no planjeamento de um trabalho a longo prazo. Não existem resultados grandiosos em pouco tempo. Alessandra acrescenta que as mudanças visíveis levam algum tempo. "A adaptação é gradativa justamente para evitar lesões e para que o corpo se acostume lentamente, dando resultados mais duradouros", explica.
Mudanças no treino potencializam resultados
Por que muda: não é só a carga que determina a resposta do músculo ao exercício - a velocidade da execução também, pois significa o tempo em que a musculatura fica sob tensão. Em vez de contrair devagar e relaxar depressa, como é mais fácil, demore um pouco mais na fase final do exercício - a abertura das pernas na cadeira adutora e a descida dos braços na rosca bíceps, por exemplo - se quer incrementar o crescimento do músculo. "O ideal é que a fase de relaxamento leve o mesmo tempo ou mais do que a contração", fala o professor de educação física Ricardo Wesley, da Cia. Athletica, em São Paulo. "Se levar dois segundos para contrair, relaxe em dois ou três", acrescenta.
Pegue menos carga
Por que muda: reduzir o peso pode contribuir para aumentar seu rendimento no leg press e no supino, desde que você aumente o número de repetições - fazer séries de 15 em vez de 8 -, de acordo com um estudo no periódico americano Journal of Strength & Conditioning Research.
Malhe o abdômen na bola
Por que muda: porque para manter o equilíbrio em cima da bola você vai ativar os músculos do core (abdômen e de parte das costas) e contrair os glúteos, além de trabalhar as porções da barriga já acionadas quando faz o exercício no solo.
Treine sem pausa
Por que muda: na musculação, em vez de esperar parado entre uma série e outra, termine as repetições de um, passe direto para outro e volte ao anterior, tudo sem descanso. Ou faça um treino em circuito - passando de uma máquina para outra sem intervalo. Uma alternativa é intercalar a musculação com tiros na esteira, no elíptico ou na ergométrica. Assim, você mantém a frequência cardíaca alta o tempo todo, queima mais calorias e injeta motivação na ginástica.
Corra intervalado
Por que muda: esse tipo de exercício, que alterna períodos em ritmo forte e outros em ritmo leve, tem um gasto energético mais elevado do que a corrida em velocidade contínua, e o melhor: mantém o metabolismo rápido - e, portanto, a queima de calorias alta - por até 48 horas depois do fim da atividade
sábado, 10 de novembro de 2012
Exercício: um remédio para doenças da pesada
Até por isso, a revista científica The Journal of Physiology publicou um comentário sobre a hipótese de o sedentarismo ser, por si só, encarado como uma doença. "O bom é que ele tem cura: doses regulares de exercício físico dão conta do recado", comenta Michael Joyner, anestesiologista da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, e autor do artigo. "Se recomendarmos mais desse medicamento natural, prescreveremos menos drogas para contornar vários transtornos, além de melhorar a qualidade de vida das pessoas", arremata.
Em 2011, o governo federal criou o Programa Academia da Saúde, que visa construir 4 mil polos para a prática de exercícios até 2014, além de já ter incorporado centros similares em vários estados. "Doentes crônicos que vão a esses locais podem diminuir a quantidade de medicamentos tomados", ressalta Alexandre Padilha, ministro da Saúde. Nas academias do Rio de Janeiro, 83% dos frequentadores passaram a ingerir menos remédios e 7% nem precisaram mais deles.
Já na iniciativa privada, a Companhia Athletica firmou uma parceria com o Hospital Samaritano, na capital paulista. A partir dela, indivíduos tratados nesse hospital com uma enfermidade em que suar a camisa acarrete benefícios ganham descontos e avaliações físicas e nutricionais nas unidades da rede de academias. "O médico recomenda especificidades para o educador físico e acompanha a evolução do paciente a todo momento", informa Patrícia Lobato, consultora da Companhia Athletica. "Parcerias assim oferecem um treino supervisionado e direcionado às limitações de cada um", completa Roberto Cury, cardiologista do Hospital Samaritano.
Se o exercício é remédio, dosá-lo é primordial. Confira a seguir seus efeitos nas mais temidas doenças do mundo e saiba o que importa, em cada caso, para que ele seja um medicamento, e não um veneno.
sábado, 13 de outubro de 2012
Conhecendo o corpo
A frase acima, atribuída ao filósofo grego Sócrates (470 a.C.-399 a.C.), bem poderia inspirar os cuidados com o corpo adolescente. Quem se conhece fica seguro para desfrutar do sexo com responsabilidade, afirma a psicóloga Ana Cristina Canosa, diretora da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, em São Paulo. Na mais tenra idade, a criança descobre nos genitais uma fonte de prazer, mas só na transição para a adolescência é que a masturbação ocorre de forma consciente. Ela é natural porque o jovem descarrega toda aquela tensão e ainda reconhece seu corpo, diz. No caso da menina, as consultas ao ginecologista também deveriam fazer parte da jornada do autoconhecimento. Ali, ela pode abrir um canal de comunicação e entender melhor sua intimidade.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Jogue futebol para viver bem
O jogador recebe a bola e, ágil, entorta o zagueiro, deixando-o pra trás. Depois pára, toca para o companheiro e corre em direção ao gol rival, escapando da marcação. Já na grande área, ganha de presente um cruzamento. A bola viaja e gentilmente pousa em seu peito. Antes que ela caia na grama o jogador mira, dispara o chute e... pra fora! A bola mergulha na arquibancada. Se a torcida não pôde comemorar, ao menos o corpo dele vibra e lhe agradece pelo esforço. Não é preciso ser profissional para disputar partidas assim e, com o devido condicionamento físico, conquistar uma série de benefícios para a saúde.
Pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, idealizaram uma competição, digamos, científica entre futebol e corrida. Para isso selecionaram 37 homens de 20 a 40 anos que não praticavam esses esportes regularmente. Catorze deles jogaram bola uma hora por dia, de duas a três vezes por semana. Os restantes foram divididos em dois grupos um decorredores que se exercitaram na mesma freqüência e um outro que não fez nenhuma atividade.
Depois de três meses os cientistas observaram que os futebolistas, com exceção dos goleiros, perderam mais peso e obtiveram mais massa muscular do que os praticantes da corrida. O que explica tanta vantagem? Os movimentos que o jogador é obrigado a fazer. Ele dá um pique, caminha, salta para cabecear a bola e corre para tirá-la do oponente.
Esportes como o futebol, que trabalham com resistência e velocidade, são mais completos que exercícios isolados, afirma o fisiologista Paulo Zogaib, daUniversidade Federal de São Paulo. O bate-bola exige corridas intensas, aceleração, desaceleração, uma variação de deslocamentos e isso faz gastar muita energia, diz o ortopedista Ricardo Cury, da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. O futebol também fortalece as articulações, desenvolve a coordenação motora e estimula a produção de células ósseas. Um bom motivo para as mulheres, mais suscetíveis à osteoporose, aderirem ao esporte.
Pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, idealizaram uma competição, digamos, científica entre futebol e corrida. Para isso selecionaram 37 homens de 20 a 40 anos que não praticavam esses esportes regularmente. Catorze deles jogaram bola uma hora por dia, de duas a três vezes por semana. Os restantes foram divididos em dois grupos um decorredores que se exercitaram na mesma freqüência e um outro que não fez nenhuma atividade.
Depois de três meses os cientistas observaram que os futebolistas, com exceção dos goleiros, perderam mais peso e obtiveram mais massa muscular do que os praticantes da corrida. O que explica tanta vantagem? Os movimentos que o jogador é obrigado a fazer. Ele dá um pique, caminha, salta para cabecear a bola e corre para tirá-la do oponente.
Esportes como o futebol, que trabalham com resistência e velocidade, são mais completos que exercícios isolados, afirma o fisiologista Paulo Zogaib, daUniversidade Federal de São Paulo. O bate-bola exige corridas intensas, aceleração, desaceleração, uma variação de deslocamentos e isso faz gastar muita energia, diz o ortopedista Ricardo Cury, da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. O futebol também fortalece as articulações, desenvolve a coordenação motora e estimula a produção de células ósseas. Um bom motivo para as mulheres, mais suscetíveis à osteoporose, aderirem ao esporte.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
A irisina, hormônio do esporte, faz seu corpo virar uma torradeira de calorias
Nosso corpo possui tanto as células adiposas brancas como as marrons. As primeiras estocam combustível, ou melhor, gordura e, quando comemos demais, ficam infladas, deixando a barriga saliente. Já o segundo time usa a gasolina armazenada no organismo só para gerar calor, fato importante em seres vivos como nós, que precisamos nos manter em uma mesma temperatura o tempo todo. A questão é que os adultos apresentam muito mais unidades da versão guardadora de excessos gordurosos do que da responsável por incendiá-las.
Contudo, dá para mudar ao menos em parte esse cenário. Recentemente, cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, descobriram um hormônio fabricado durante a atividade física com potencial para transformar aqueles depósitos esbranquiçados em indústrias consumidoras de energia. "A substância, batizada de irisina, viaja do músculo até o tecido adiposo e, lá, impulsiona essa maior queima calórica", explica Jun Wu, bióloga e uma das autoras do trabalho (entenda os detalhes no infográfico abaixo).
Para chegar à conclusão, ela e outros companheiros submeteram ratos a treinos regulares. Então, verificaram que os animais bem condicionados fisicamente tinham altos níveis de irisina e, acima disso, uma mudança no funcionamento interno de boa parcela das células de gordura. "Embora ainda faltem estudos na área, é impressionante que uma molécula secretada por causa do exercício transforme unidades que antes armazenavam triglicérides em outras que o utilizam apenas para produzir calor. É uma contradição surpreendente", raciocina o fisiologista William Festuccia, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.
Atenção: ao que tudo indica, o tal hormônio não forma adipócitos escuros idênticos aos que temos naturalmente. "Na verdade, surge um tecido bege, com metabolismo menos acelerado do que o do marrom, porém muito mais ativo do que o do branco", esclarece o endocrinologista Walmir Coutinho, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Aliás, a título de curiosidade, a cor menos clara vem da elevada concentração de ferro.
Contudo, dá para mudar ao menos em parte esse cenário. Recentemente, cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, descobriram um hormônio fabricado durante a atividade física com potencial para transformar aqueles depósitos esbranquiçados em indústrias consumidoras de energia. "A substância, batizada de irisina, viaja do músculo até o tecido adiposo e, lá, impulsiona essa maior queima calórica", explica Jun Wu, bióloga e uma das autoras do trabalho (entenda os detalhes no infográfico abaixo).
Para chegar à conclusão, ela e outros companheiros submeteram ratos a treinos regulares. Então, verificaram que os animais bem condicionados fisicamente tinham altos níveis de irisina e, acima disso, uma mudança no funcionamento interno de boa parcela das células de gordura. "Embora ainda faltem estudos na área, é impressionante que uma molécula secretada por causa do exercício transforme unidades que antes armazenavam triglicérides em outras que o utilizam apenas para produzir calor. É uma contradição surpreendente", raciocina o fisiologista William Festuccia, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.
Atenção: ao que tudo indica, o tal hormônio não forma adipócitos escuros idênticos aos que temos naturalmente. "Na verdade, surge um tecido bege, com metabolismo menos acelerado do que o do marrom, porém muito mais ativo do que o do branco", esclarece o endocrinologista Walmir Coutinho, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Aliás, a título de curiosidade, a cor menos clara vem da elevada concentração de ferro.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Muay thai pela sua saúde e seus Beneficios
Os chutes, os socos e as joelhadas dessa luta trazem mais benefícios do que muita gente imagina e podem ser praticados por todas as faixas etárias. Também conhecida como boxe tailandês, essa arte marcial utiliza oito armas de combate: punhos, cotovelos, joelhos e canelas. Com diversos aficionados mundo afora, é reconhecida como uma das lutas mais difundidas, com campeonatos, federações organizadas e muitos atletas profissionais mundo afora. No Brasil, porém, a modalidade só ganhou destaque mais recentemente, com a adesão de celebridades do meio artístico. Apresentadoras e atrizes passaram a creditar ao esporte o corpo escultural e a saúde de ferro.
As aulas duram entre uma hora e 90 minutos e se destacam pelo dinamismo e divertimento. Diferentemente da musculação, que prima por séries repetitivas, os treinos do muay thai envolvem rotinas diversas de golpes e outros exercícios físicos, como corrida, flexões e abdominais. "Essas atividades aeróbicas melhoram o condicionamento físico e fortalecem toda a musculatura", explica o mestre Nelsimar dos Santos, presidente da Federação de Muaythai Tradicional do Estado do Rio de Janeiro. Vale acrescentar o ganho psicológico da prática marcial. "Quando você consegue enfrentar um adversário dentro das regras da luta, fica mais fácil encarar a sua vida, o desafio de uma faculdade, de um relacionamento, do trabalho", enaltece José Danielton
Seis benefícios
1 - O suadouro garante a queima de muita energia. Dependendo do estágio e do preparo físico, o gasto chega até a 1 500 calorias por aula. Segundo os especialistas, a média de iniciantes fica na casa de 750 calorias por sessão.
2 - O coração sai ganhando: os chutes e os socos dilatam os vasos sanguíneos. Daí mais oxigênio e nutrientes passeiam pelo corpo. As câmaras cardíacas, exigidas, ficam fortes.
3 - Os músculos também se beneficiam. Mas, diversamente de outros exercícios localizados, o muay thai prepara o corpo de uma forma global. Há um aumento do tônus e da resistência muscular.
4 - O treinamento exige bastante da região central do corpo, principalmente do core, grupo de músculos situados no abdômen que dá sustentação à coluna vertebral. O core fortalecido garante uma ótima postura.
5 - Os golpes estimulam a amplitude dos movimentos, o que requer um bocado de precisão e elasticidade. A coordenação motora e a flexibilidade são aprimoradas — até mesmo nas tarefas do dia a dia.
6 - O boxe tailandês traz inúmeras benesses à cabeça. Além de extravasar a tensão, o muay thai ajuda seus praticantes a encarar os desafios. As aulas também são ótimas para a socialização.
1 - O suadouro garante a queima de muita energia. Dependendo do estágio e do preparo físico, o gasto chega até a 1 500 calorias por aula. Segundo os especialistas, a média de iniciantes fica na casa de 750 calorias por sessão.
2 - O coração sai ganhando: os chutes e os socos dilatam os vasos sanguíneos. Daí mais oxigênio e nutrientes passeiam pelo corpo. As câmaras cardíacas, exigidas, ficam fortes.
3 - Os músculos também se beneficiam. Mas, diversamente de outros exercícios localizados, o muay thai prepara o corpo de uma forma global. Há um aumento do tônus e da resistência muscular.
4 - O treinamento exige bastante da região central do corpo, principalmente do core, grupo de músculos situados no abdômen que dá sustentação à coluna vertebral. O core fortalecido garante uma ótima postura.
5 - Os golpes estimulam a amplitude dos movimentos, o que requer um bocado de precisão e elasticidade. A coordenação motora e a flexibilidade são aprimoradas — até mesmo nas tarefas do dia a dia.
6 - O boxe tailandês traz inúmeras benesses à cabeça. Além de extravasar a tensão, o muay thai ajuda seus praticantes a encarar os desafios. As aulas também são ótimas para a socialização.
Suba pelas paredes!
Não, a escalada não é diversão exclusiva de gente sarada e forte. Uma novíssima pesquisa da Universidade de São Paulo garante que altos, baixos, magrelos e gordinhos conseguem fazer bonito lá nas alturas. E não se engane com a aparente lentidão desse esporte: ele dá uma ajuda e tanto a quem precisa emagrecer. Até mesmo os especialistas estavam equivocados, pensando que para escalar seria preciso muito músculo e pouco fôlego. Uma dissertação de mestrado defendida no mês passado na Faculdade de Educação Física da Universidade de São Paulo prova que a escalada indoor, praticada em paredes lotadas de agarras coloridas, é uma atividade mista. Isto é, o exercício mescla esforço anaeróbico, essencialmente muscular, e aeróbico, aquele que envolve coração e pulmões no consumo de oxigênio. "Como a pessoa sobe uma posição, pára para pensar em como permanecerá no próximo apoio e, em seguida, volta a avançar, o esporte acaba sendo intermitente, daí os dois mecanismos", justifica o professor de educação de física Rômulo de Moraes Bertuzzi, que avaliou 14 escaladores em ação, entre amadores e atletas. Ele notou, inclusive, que o desafio nas alturas queima calorias. A pesquisa derrubou o mito de que é preciso ser esguio e forte para alcançar o topo. "As medidas do corpo e a força são fatores secundários. A habilidade, esta sim, é determinante", garante. Quem usa a cabeça para traçar uma rota inteligente, até mesmo quem está acima do peso, chega lá — os quilos a mais só atrapalham em paredes negativas, porque nelas o corpo inteiro fica pendurado pelas mãos (veja à esquerda).
Não à toa, o interesse pela escalada só cresce. Hoje existem mais de 20 ginásios de indoor espalhados por Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e interior, sem contar os muros em academias de ginástica. A Federação de Montanhismo e Escalada de São Paulo contabiliza 20 mil adeptos, dos quais mil são praticantes assíduos. Da parede para a rocha é um pulo. "A prática indoor desperta o interesse pelas escaladas ao ar livre", nota Silverio Nery, presidente da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada. No Brasil há em torno de 30 associações e clubes dedicados à atividade. Talvez seja o caso de você experimentar subir pelas paredes também.
quarta-feira, 14 de março de 2012
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