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sábado, 21 de junho de 2014

Proteja o coração!


A atividade física é fundamental para quem busca se blindar contra males cardiovasculares. É que, além de reduzir a pressão arterial, os exercícios diminuem as taxas de colesterol LDL - aquele que deixa a gordura se acumular nos vasos - e aumentam os níveis de partículas HDL, que fazem uma espécie de limpeza nas paredes das artérias. Com isso, o risco de sofrer um infarto, por exemplo, é bem menor.

Sem falar que adotar uma vida ativa é garantia para ter um coração mais forte. "Os exercícios aeróbicos, ao melhorar a eficiência cardíaca, fortalecem a musculatura do ventrículo, intensificando a força do coração", informa Cassiano Neiva. Por isso, apostar na natação, na corrida ou até na bicicleta é receita de sucesso. 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Caminhada emagrece: detone 2500 calorias em uma semana


Quem acha que a caminhada é o exercício certo para quem não curte malhar não sabe do que essa atividade é capaz. E talvez não imagina que a modalidade pode se transformar em uma aliada poderosa para conquistar um corpo sequinho, forte e definido. O segredo para escapar do tédio e fazer a atividade trabalhar a seu favor é variar os tipos de treino no decorrer da semana. "Não adianta caminhar sempre na sua zona de conforto. O corpo precisa receber estímulos diferentes para continuar obtendo resultados", fala Renata Castro, professora de educação física e instrutora de caminhada e corrida do Projeto Mulher, em São Paulo. Para te ajudar, ela elaborou dois treinos sob medida para você: um para quem caminha na esteira e outro para quem prefere andar ao ar livre. Você também pode combinar os dois para deixar o programa ainda mais dinâmico. Cada um é dividido em seis sessões semanais, distribuídas assim: três treinos de força (com variação de velocidade ou de inclinação), dois regenerativos (você vai andar menos e mais leve) e um longo (para trabalhar resistência). "Dessa maneira, o corpo é obrigado a se adaptar a diferentes situações e gasta mais energia", explica Renata. Confira as planilhas montadas pela professora e escolha a que vai ajudar você a mandar embora 2500 kcal em uma semana e queimar todos os excessos.

Passo a passo

A professora Renata Castro dá as coordenadas para você aproveitar o máximo do exercício e ir mais longe sem desanimar nem se machucar 

1) Nas subidas e nas descidas outdoor, pise primeiro com a região gordinha do pé (entre os dedos e a parte cava) para reduzir o impacto nas passadas e proteger os joelhos. 

2) Quando acelerar, use os braços para ajudar no movimento, como se fossem alavancas. 

3) Contrair a barriga durante a caminhada impede que você projete os quadris para trás e, assim, protege as costas. E ainda tem o efeito de vários abdominais, pois trabalha a musculatura em isometria. 

4) O treino longo pode ser um pouco monótono, mas não desista. Se sentir cansaço, diminua a intensidade por 1 minuto e em seguida retome o ritmo. Vá alternando assim até completar o tempo total. 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sua casa, sua academia - Simulador de caminhada

Quem malha por conta própria às vezes fica órfã de uma atividade aeróbica, indispensável para acelerar a queima de gordura e turbinar o resultado do treino localizado. Mas nem todo mundo pode, quer ou conta com espaço para uma esteira ou ergométrica na sala ou no quarto. E quem disse que essas são as únicas opções? Escolhemos três equipamentos econômicos no tamanho (até o simulador de caminhada, que é o maior deles, é dobrável e fica fininho para você guardar em qualquer lugar), adaptáveis para a família inteira e com preço que compensa o investimento - afinal, você poupa a mensalidade da academia e o tempo que usaria para ir e voltar, certo? Damos o treino e tudo! Mas tem que levar a coisa a sério. "Malhar sozinha exige disciplina, mas, à medida que os resultados aparecem, fica fácil colocar o treino na rotina", fala o professor de educação física Márcio Galiazzi, do Rio de Janeiro. Está esperando o quê? Já para casa, menina!

Simulador de caminhada

O que é: tem mecanismo parecido com o do elíptico, mas os pedais fazem movimentos para a frente e para trás em vez de circulares. Os bastões para apoio das mãos ajudam a impulsionar o corpo. São vários modelos: com barra para encaixe de anilhas, assento, display que exibe velocidade, distância e gasto calórico e até uma plataforma giratória na parte da frente para trabalhar abdômen (o da foto tem o encaixe para anilhas e o display).

O que você treina: resistência cardiorrespiratória e força nas pernas e no bumbum. Dependendo de como se posiciona no aparelho, você estimula musculaturas diferentes. "Quando mexe as pernas para a frente e para trás, malha quadríceps e glúteos. Se fica de lado e abre e fecha as pernas, aciona as partes interna e externa da coxa", explica o professor Rogério Orban, da Bodytech, em São Paulo, que criou este treino.

Por que é legal: oferece menos impacto do que a esteira, por isso é ideal para quem está acima dopeso, se recuperando de lesões ou tem restrição óssea ou articular.

Para aproveitar o máximo: apoie o pé inteiro na plataforma para poupar joelhos e panturrilhas. "Você até pode caminhar alguns minutos na ponta dos pés, para trabalhar a panturrilha, mas sem exagerar", avisa Rogério.

Gasto calórico: 270 em 30 minutos, aproximadamente.

Preço: entre 249 e 599 reais.

Para treinar em casa

Segunda: 10 min de aquecimento + 36 min (alternar 15 min moderado e 3 min leve) + 10 min de desaquecimento + 3 séries de 20 rotações de tronco na plataforma giratória (ou abdominais no solo, se o seu aparelho não tiver essa variação) 
Total: 56 min

Quarta: 10 min de aquecimento + 30 min com anilhas de 2 a 4 kg (alternar 4 min de movimento para frente e 1 min na lateral) + 10 min de desaquecimento + 3 séries de 20 rotações de tronco na plataforma giratória ou abdominais no solo 
Total: 50 min

Sexta: 10 min de aquecimento + 10 min com anilhas de 2 a 4 kg (alternar 2 min forte e 2 min leve) + 10 min de desaquecimento + 3 séries de 20 rotações de tronco na plataforma giratória ou abdominais no solo 
Total: 30 min

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Quais são os músculos mais fortes do nosso corpo?


Não importa se você é o Johnny Bravo da vida real ou se é um devoto do “menos é mais” com relação ao próprio corpo: homens, mulheres e crianças, “bombados” ou não, todos temos músculos e são eles que garantem a sustentação do nosso corpo e possibilitam a realização dos movimentos mais básicos como andar, falar, comer e dançar.
Mas será que existe um músculo mais forte entre todos? O site Life’s Little Mysteries fez uma relação dos que mais trabalham em nosso corpo e talvez você até tenha uma ideia a respeito de algum deles, mas outros são surpreendentes.
Antes de continuar a leitura, imagine qual músculo é, na sua opinião, o mais forte do corpo humano. Eis um bom jeito de testar seus conhecimentos a respeito da nossa anatomia. Depois nos conte se você acertou algum.
O músculo capaz de fazer mais força é o sóleo, ou o músculo da panturrilha, como você deve conhecer. Ele nos possibilita andar, correr, pular, dançar, jogar futebol e basicamente tudo o que exija movimentação com as pernas.
Mas, quando o assunto é pressão, quem humilha todos os outros é o masseter, músculo responsável pelos movimentos da mandíbula. Um dos recordes bizarros do Guinness Book tem, em seus registros, a proeza de um norte-americano chamado Richard Hofmann, que conseguiu sustentar na mandíbula 442 kg durante dois segundos.
Mas e as mulheres em trabalho de parto? Não usam músculos extremamente fortes? Pois é, usam. O músculo em questão é o miométrio e, sim, ele é muito forte e possibilita que o útero tenha contrações. O que o deixa em desvantagem na disputa pelo músculo mais forte de todos é o fato de o miométrio ser utilizado raramente.
Quem não poderia ficar de fora é a língua, responsável por movimentos superimportantes como os relacionados à fala, à alimentação e, claro, ao beijo, esporte favorito de muita gente.
Mas talvez não adiante teimar: qual é o músculo em eterna atividade, usado cerca de 40 milhões de vezes ao ano e 2,5 bilhões de vezes em uma vida de 70 anos? Se você pensou em seu coraçãozinho, está mais do que certo. O músculo miocárdio está localizado na parede do nosso coração, que trabalha sem descanso.
E por último, mas não menos importante, temos o glúteo máximo, que fica em nosso bumbum e tem um tamanho relativamente grande. Ele garante a sustentação de nossa postura e a posição ereta do torso. É o máximo mesmo esse músculo!


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Um grande passo para a saúde


Á saúde começou com o sistema de amortecimento, aquele que minimiza o impacto da passada, resguardando as articulações. "No início, o desenvolvimento desse tipo de sistema era o carrochefe das indústrias de calçados", pontua Júlio Cerca Serrão, educador físico da Universidade de São Paulo (USP). E as tentativas de aperfeiçoá-lo cada vez mais parecem nunca ter fim. 

Apesar de essencial, o amortecimento não é, nem de longe, a única área em que os calçados esportivos deram saltos rumo ao bem-estar. Esse tipo de sistema melhorou muito a vida dos esportistas. Mas, se o pé não se ajusta ao calçado, o corpo continua sofrendo. "É por isso que a tendência recente é desenvolver tênis que sejam mais individualizados", explica Ricardo Cury, professor do grupo de cirurgia do joelho e trauma esportivo da Faculdade de Medicina da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Sim, estamos falando dos modelos voltados para os pés supinadores, cuja passada é para fora, ou pronadores, para dentro. Eles têm uma distribuição de força específica por toda sua sola e, assim, necessitam de palmilhas e solados customizados. 

"Apesar dessas diferenças, ainda existem limites, já que cada pé é único e há pessoas que não se adaptam nem sequer a esses tênis", lamenta Arnaldo José Hernandez, ortopedista e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. Aí, o jeito é apostar nas palmilhas ortopédicas, que corrigem a maneira de pisar de cada um. 

Por falar em personalização, um terreno novo, e que ganha espaço, é o de materiais esportivos específicos para cada modalidade — incluindo, claro, os tênis Afinal, atividades como o futebol e o golfe requerem calçados que garantam muita aderência ao solo. Por sua vez, outros esportes, caso do basquete e do vôlei, exigem um sistema de amortecimento especial. "Ou seja, na hora de comprar um modelo, é preciso levar a sério sua finalidade", ensina Cláudio Pavanelli, fisiologista da Universidade Federal de São Paulo. Não vale levar outro par mais bonito, porém feito para outro esporte. 

Os componentes cada vez mais duráveis empregados nos tênis também são destaque nos calçados modernos. Para ter uma ideia, é possível percorrer até mil quilômetros, correndo ou caminhando, sem que a capacidade de absorção de impacto seja alterada. "E essa distância quase nunca é ultrapassada por amadores, que geralmente compram outro par quando o velho já está sujo e feio", relata Serrão, que conduziu uma pesquisa para comprovar que os modelos atuais são campeões em resistência. Bom para a sua saúde — e, claro, para o seu bolso.



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Tênis próprios para corrida


Na hora de escolher o que colocar nos pés para correr, as opções de tênis são tantas (e cada um mais estiloso que o outro) que é fácil ficar em dúvida. Afinal, o que é melhor: usar um modelo com amortecimento ou correr com um calçado minimalista, daquele que parece que você está descalço?
 
O dilema surgiu no mundo da corrida há cerca de dois anos, quando um estudo da Universidade de Harvard publicado na revista científica americana Nature revelou que treinar com o pé no chão é melhor do que usando tênis. A explicação: como você acaba tocando o solo primeiro com o meio ou a parte da frente do pé - e não com o calcanhar, como fazem 80% das pessoas que usam tênis tradicionais -, a prática diminui o impacto com o chão e, com isso, a incidência de lesões. Antes de aderir à tendência, veja o que dizem os especialistas:
 
1. Se você é iniciante na corrida, prefira um tênis com amortecimento, estabilidade e conforto. Se já corre, pode experimentar um modelo minimalista. Esse tipo de tênis tem sola fina, não conta com amortecimento e é bem maleável. Estudos mostram que ir para a rua ou esteira com um tênis assim ajuda a fortalecer a musculatura do pé e aumenta a percepção da força exercida pelos músculos. Além disso, devido à leveza do calçado (existem modelos com menos de 150 gramas cada pé!), você consegue correr até 3% mais rápido do que usando tênis tradicional (que pesa em média 340 gramas cada pé).
 
2. A transição do tênis tem que ser gradual. "O estudo de Harvard mostrou que o impacto é menor para quem sempre correu aterrissando com a parte da frente do pé", fala o professor de educação física Alexandre Shimizu, especialista em treinamento funcional, de São Paulo. "Pessoas acostumadas a tocar o chão com o calcanhar apresentaram um impacto até sete vezes maior", completa.
 
3. "Os maiores perigos de trocar de repente o tipo de tênis são fratura por stress nos ossos do pé e tendinite no tornozelo", esclarece o professor de educação física Carlos Klein, de São Paulo. Uma estratégia para evitá-los é começar fazendo o aquecimento com o tênis minimalista e trocar para o comum na hora do treino. "Daí, aos poucos, você pode alternar trechos usando um e depois o outro até conseguir fazer todo o percurso como se estivesse descalço", orienta Carlos Klein.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Depois do exercício


2) Após meia hora praticando uma atividade física, como a corrida e a natação, o corpo é estimulado a produzir substâncias anti-inflamatórias. Por isso é crucial vencer os primeiros 30 minutos de
esforço. Além disso, depois desse tempo, há um aumento na oferta de alguns neurotransmissores no cérebro. Isso faz com que o sistema nervoso envie uma mensagem para os brônquios se dilatarem e liberarem a passagem de ar.
 
Remédios para os esportistas
Alguns medicamentos auxiliam os asmáticos a adotar e praticar uma atividade física

Antes
Recomenda-se usar broncodilatadores de longa duração, inalados 30 minutos antes do exercício. Esses remédios melhoram a capacidade respiratória e evitam sustos no treino.

Durante
Nunca se sabe quando a crise vai acontecer. Por isso, mesmo no momento em que se faz o
exercício, vale deixar uma bombinha por perto. Assim, no caso de um ataque, o alívio está à mão.

Depois
O asmático pode sofrer com um problema conhecido como broncoespasmo induzido pelo exercício. A duração varia muito e a recuperação é natural. No entanto, tudo pode ser prevenido com os medicamentos recomendados para antes do suadouro.
 
Treino antiasma 
Conheça as melhores modalidades e saiba onde, como e por quanto tempo praticá-las

Antes de começar
Se você estiver sofrendo com a asma nos últimos dias, é essencial maneirar ou suspender os treinamentos. "Durante a crise asmática, a pessoa deve sempre se resguardar. Primeiro, é imprescindível tratá-la, e só quando o problema estiver bem controlado partir para o exercício",
explica Rosemary Ghefter, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Esportes ideais
O exercício perfeito é aquele que melhor se adapta ao gosto do praticante. No entanto, as atividades
aeróbicas são mais recomendadas para os asmáticos por trabalhar a capacidade cardiorrespiratória.

• Caminhada
• Corrida
• Ciclismo
• Natação

No tempo certo
Os especialistas recomendam se exercitar três vezes por semana, de 50 minutos a 1 hora por dia. Só com esse tempo de atividade dá para desenvolver condicionamento físico essencial para domar a asma.

Olho no ambiente
Evite suar a camisa em dias muito secos e em locais poluídos, principalmente parques que ficam
próximos de ruas e avenidas movimentadas. Fuja dos horários de pico do trânsito por causa do
aumento de poluentes no ar. Também vale ficar atento aos dias mais frios e a mudanças bruscas
de temperatura.
 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Onde jogar futebol?

Os resultados do futebol para o organismo não dependem muito do tipo de piso, mas, claro, cada um deles tem suas peculiaridades. “No salão as distâncias menores exigem maior velocidade”, lembra Paulo Zogaib. Nessa modalidade também há maior impacto com o chão. Já as quadras de futsal e futebol society podem apresentar maior aderência ao solo, facilitando o aparecimento de lesões. A areia requer um grande trabalho das pernas devido à superfície irregular. Os gramados, por sua vez, contam com campos maiores, o que pede mais preparo do pretenso atleta.
 

Uma promessa do triatlo

SAÚDE! - Como o triatlo entrou na sua vida?
Fernanda Garcia ¿ Eu comecei a nadar com quatro anos. Mas meu primo, que fazia triatlo lá em São Paulo, um dia chamou meus pais para verem uma competição da qual ele iria participar. Eles foram, adoraram e começaram a fazer também. Influenciado pelos meus pais, aderi a essa modalidade aos 12 anos. Conforme fui crescendo, comecei a levar o esporte mais a sério e, quando vi, já era profissional. 

SAÚDE! - Durante sua carreira, o esporte chegou a prejudicar sua saúde? 
Fernanda Garcia ¿ Nunca me lesionei seriamente. Já tive que parar uma semana, mas nada grave. Não vou além do meu limite. Por outro lado, muitos amadores se lesionam por exagerarem e não saberem quando devem parar. Acho que a coisa mais importante que o esporte ensina para a gente é justamente isso: conhecer seu corpo e respeitá-lo. 

SAÚDE! - Na sua opinião, qual a principal contribuição do esporte ao bem-estar e à saúde? 
Fernanda Garcia ¿ Praticar atividades físicas é muito positivo, porque ajuda a evitar doenças e ainda dá uma sensação muito boa. A gente também vive em um ambiente saudável. Na verdade, esporte é tudo. E digo isso especialmente para os amadores. 

SAÚDE! - Por que você escolheu a orla santista como sugestão de percurso para correr? 
Fernanda Garcia ¿ A vantagem é que, ali, dá para correr olhando para o mar. É uma vista muito bonita. E, apesar de a orla ser extensa, o corredor pode adaptar seu trajeto de acordo com seus limites.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A irisina, hormônio do esporte, faz seu corpo virar uma torradeira de calorias

Nosso corpo possui tanto as células adiposas brancas como as marrons. As primeiras estocam combustível, ou melhor, gordura e, quando comemos demais, ficam infladas, deixando a barriga saliente. Já o segundo time usa a gasolina armazenada no organismo só para gerar calor, fato importante em seres vivos como nós, que precisamos nos manter em uma mesma temperatura o tempo todo. A questão é que os adultos apresentam muito mais unidades da versão guardadora de excessos gordurosos do que da responsável por incendiá-las. 

Contudo, dá para mudar ao menos em parte esse cenário. Recentemente, cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, descobriram um hormônio fabricado durante a atividade física com potencial para transformar aqueles depósitos esbranquiçados em indústrias consumidoras de energia. "A substância, batizada de irisina, viaja do músculo até o tecido adiposo e, lá, impulsiona essa maior queima calórica", explica Jun Wu, bióloga e uma das autoras do trabalho (entenda os detalhes no infográfico abaixo). 

Para chegar à conclusão, ela e outros companheiros submeteram ratos a treinos regulares. Então, verificaram que os animais bem condicionados fisicamente tinham altos níveis de irisina e, acima disso, uma mudança no funcionamento interno de boa parcela das células de gordura. "Embora ainda faltem estudos na área, é impressionante que uma molécula secretada por causa do exercício transforme unidades que antes armazenavam triglicérides em outras que o utilizam apenas para produzir calor. É uma contradição surpreendente", raciocina o fisiologista William Festuccia, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo. 

Atenção: ao que tudo indica, o tal hormônio não forma adipócitos escuros idênticos aos que temos naturalmente. "Na verdade, surge um tecido bege, com metabolismo menos acelerado do que o do marrom, porém muito mais ativo do que o do branco", esclarece o endocrinologista Walmir Coutinho, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Aliás, a título de curiosidade, a cor menos clara vem da elevada concentração de ferro.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Os benefícios da corrida intervalada


O fisiologista Thomas Gunnarsson criou, junto com parceiros da Universidade de Copenhague, o método batizado de 10-20-30, composto de períodos de passadas bem aceleradas intercaladas com trotes leves (entenda exatamente no que ele consiste abaixo). A ideia original era incrementar o resultado em provas - o que, diga-se de passagem, de fato ocorreu. "Mas, além de os voluntários diminuírem em quase um minuto seus tempos em uma corrida de 5 quilômetros, eles apresentaram menores índices de colesterol e pressão sanguínea", destaca Gunnarsson. "Os resultados são surpreendentes em especial porque os participantes já eram treinados. Acreditamos que a variação de intensidade seja a responsável pelos benefícios", conclui. 

Não é para qualquer um 

Quem pode Indivíduos com preparo no mínimo moderado e que tenham sido avaliados recentemente por um especialista. 

Quem não pode Obesos e sedentários. Eles devem consultar um médico do esporte e pegar leve por meses antes de apostar na tática. 

Como o 10-20-30 funciona
Um cronômetro é tudo de que você precisa para adotar a prática. Confira abaixo 

1. O aquecimento Antes de tudo, corra numa boa por 1 quilômetro. Isso deixa os músculos prontos para aguentar o tranco. 

2. O revezamento Após esquentar, trote devagar por 30 segundos, corra em ritmo moderado por 20 e, aí, dê um pique por dez. Repita cinco vezes e, então, descanse por dois minutos. A proposta é fazer tudo isso quatro vezes, o que dá cerca de 28 minutos de malhação.

sábado, 15 de setembro de 2012

Exercícios físicos e colesterol sob controle

Aquela DICA!

Para a grande maioria da população, antes de apelar para remédios – que são caros e só funcionam a longo prazo –, a melhor estratégia para nocautear as altas taxas de colesterol continua sendo a velha e boa mudança no estilo de vida, que inclui uma dieta saudável e uma rotina repleta de atividades físicas.

Sacudir o corpo mexe até mesmo com as proporções entre o colesterol bom e o ruim, diminuindo o LDL e aumentando o HDL. Esse último fator é o que mais entusiasma os pesquisadores. Apesar de serem eficientes contra o LDL, nenhuma droga até hoje foi capaz de se equiparar à capacidade da ginástica, praticada regularmente, de elevar o HDL no sangue. 

O efeito da malhação contra o colesterol ruim também é considerável. Um estudo do Instituto do Coração, o InCor, em São Paulo, mostrou que um organismo ativo remove o LDL do sangue 200% mais rápido do que aquele que é sedentário. E, quanto mais tempo esse vilão permanece na circulação, maiores as chances de se oxidar e se acumular nos vasos sangüíneos. 

A persistência é imprescindível. "Quem está às voltas com o colesterol alto deve levar a atividade física tão a sério quanto o uso dos remédios e a obediência à dieta", recomendou em entrevista à SAÚDE o cardiologista Carlos Hossri, do Hospital do Coração, na capital paulista. As modalidades aeróbicas são as mais indicadas, enquanto a localizada é um bom complemento. Mas, antes de começar qualquer programa, passe por uma avaliação para determinar qual a melhor atividade para você.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Exercício mais sono: proteção contra o câncer

Atividade física acrescentada ao dia-a-dia é igual a uma menor incidência de tumores. Essa conta parecia manjada no meio científico. No entanto, uma novíssima pesquisa do Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos, revela que é indispensável somar boas noites de sono para ela ficar redonda. No estudo, quase 6 mil mulheres foram acompanhadas durante dez anos. Ao final desse período, as que incluíam sessões generosas de atividade física na rotina apresentaram uma probabilidade 25% menor de desenvolver qualquer tipo de câncer. E parecia tudo conforme o esperado, até que um panorama diverso foi verificado nas voluntárias que, mesmo suando a camisa, dormiam menos de sete horas por noite, tempo considerado insuficiente para o organismo se recompor de uma jornada — ainda mais aquela que contempla gastos físicos.

Entre as pessoas que se exercitavam mas não dormiam direito, os pesquisadores constataram um risco até 47% maior de desenvolver um câncer, como se o tiro saísse pela culatra. "Os dados sugerem que o sono tem uma importância ímpar nessa equação", afirma James McClain, líder do trabalho. A hipótese levantada para explicar a relevância do descanso noturno nessa história toda tem a ver com o envelhecimento celular. "Quem dorme pouco antecipa esse fenômeno. E isso predispõe a inúmeras doenças, entre elas os tumores malignos", avisa Andrea Bacelar, neurologista da Sociedade Brasileira do Sono. Ou seja, as células de quem não repousa adequadamente à noite perdem sua eficiência rapidamente, abrindo caminho para mutações que podem predispor ao aparecimento de um câncer. O exercício, então, seria outro fator capaz de acelerar esse processo, sem o sono para restaurar o corpo submetido a esforço.
 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

De olho no colesterol dos bebês e das crianças pequenas

Um levantamento feito pelo Instituto do Coração com 2 mil escolares de 2 a 19 anos na rede pública de ensino de Itapetininga, interior paulista, constatou que a obesidade pode dobrar o risco de aumento dessa molécula nociva. Quanto maior o peso, mais elevado tende a ser o nível do LDL, enfatizou à SAÚDE o cardiologista Abel Pereira, do InCor. Além do ponteiro da balança, fatores genéticos também contribuem na produção excessiva do colesterol desde a mais tenra idade. De maneira geral, os níveis de colesterol já podem começar a ser dosados a partir dos 10 anos. Mas, em crianças com antecedentes familiares, convém antecipar essa dosagem para os 2 anos de vida, na opinião do cardiologista Marcelo Bertolami, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Muitos médicos chegam a sugerir que bebês já passem pelo controle dessas taxas.

Explica-se tanto zelo: quanto antes o colesterol alto for tratado, melhor. Se o problema for empurrado com a barriga até a idade adulta, o resultado pode ser desastroso. "Cerca de 50% dessas crianças terão infarto entre a quarta e a quinta décadas de vida e 85%, até a sexta década", revela o cardiologista Francisco Fonseca, da Universidade Federal de São Paulo.

Vamos bater na velha tecla da importância de se adotar novos hábitos. Isso significa incrementar o cardápio com alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras e cereais. E, claro, reduzir aquelas visitas à lanchonete da escola ou do bairro e a quantidade de bolos e bolachas no lanche. Exercício, nem se fala, também é fundamental. "Estudos mostram que 45 minutos diários de atividade física elevam o HDL, o bom colesterol", diz Fonseca. E qual é o moleque que não consegue gastar esse tempo num bate-bola ou numa brincadeira de pega-pega?

domingo, 29 de julho de 2012

Salto alto: um perigo para a coluna das adolescentes

Elas vivem nas alturas. Mas pelo menos os pés deveriam ficar plantados no chão. Em vez disso, garotas cada vez mais jovens estão subindo no salto, e por períodos tão longos que já começam a sofrer os efeitos colaterais dessa forma, digamos vaidosa, de andar por aí. O flagrante foi da fisioterapeuta Patrícia Pezzan, professora da Pontifícia Universidade Católica de Poços de Caldas, em Minas Gerais.

Com o objetivo de analisar a influência do calçado na postura teen, a especialista acompanhou um grupo de 50 meninas entre 13 e 20 anos que se equilibram em saltos de 10 centímetros. “Nas clínicas de fisioterapia, notamos uma progressão de adolescentes com desvio e dores na coluna. Todas fãs de sapato alto. Como a queixa em mulheres adultas muitas vezes acontece devido à elevação do calcanhar, suspeitei da causa”, conta.

Para descobrir a resposta, Patrícia aplicou um questionário a 185 meninas. Descobriu que o modelo anabela é o preferido da moçada. “Cem por cento usavam esse apoio para ir ao shopping, cinema, balada e até à escola”, revela. Do time, 50 garotas foram consideradas usuárias crônicas do modelito porque desfi lavam com ele havia no mínimo um ano, três vezes na semana, durante quatro horas seguidas. Comparadas a outras 50 não adeptas do anabela, a blitz confirmou: o pisante tem feito as jovens curvar acentuadamente a região lombar, exagero que os especialistas chamam de hiperlordose. Elas também aproximam mais os joelhos entre si, deixando as pernas em formato de X.

Quando está no topo, a menina vira ainda mais o pé — para dentro, ao tocar no chão, e para fora, ao terminar a pisada. “Isso mói o joelho como um pilão porque a tíbia, osso da perna, roda para fora, mas o fêmur fica parado”, descreve o especialista em marcha Júlio Cerca Serrão, coordenador do Laboratório de Biomecânica da Universidade de São Paulo. “O esforço se propaga pelo quadril e a coluna se ressente com o tempo”, conclui.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Os benefícios do corre-corre

1. Durante a atividade física, o organismo libera as endorfi nas, neurotransmissores que funcionam como um analgésico natural. “Elas agem bem nos centros reguladores da dor, que fi cam no tronco cerebral, na base da massa cinzenta”, descreve Luiz Paulo de Queiroz.

2. Ao movimentarmos o corpo, a circulação melhora e, de quebra, o aporte de oxigênio para a cabeça. Isso já traz um alívio. Para completar, o exercício contribui para evitar alterações no calibre dos vasos, fenômeno típico das enxaquecas.

3. Exercitar-se ajuda a emagrecer. E, entre os diversos benefícios da perda de peso, está a diminuição na quantidade e na intensidade dos episódios de crise. Isso porque o excedente de gordura corporal eleva o nível de substâncias infl amatórias, que também estão por trás da dor de cabeça.

4. Os exercícios diminuem o estresse e, por tabela, as famigeradas dores. Não à toa. Há uma queda nas taxas dos hormônios secretados em resposta às emoções negativas, que são um gatilho para o problema. Sem falar na diminuição da tensão muscular, outra que só atrapalha.
 

domingo, 15 de julho de 2012

Atividade física versus dor de cabeça

Não se espante caso um dia saia do consultório médico com a seguinte prescrição para as têmporas doloridas: sue a camisa, de preferência gastando a sola do tênis ou pedalando. É o que se conclui dos resultados obtidos pelo primeiro estudo epidemiológico sobre dor de cabeça realizado no Brasil. Assinado pelos neurologistas Luiz Paulo de Queiroz, da Universidade Federal de Santa Catarina, e Mario Peres, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o trabalho ouviu 3 848 pessoas escolhidas aleatoriamente, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 79 anos, em todo o país.

O objetivo foi estimar a prevalência de enxaqueca e cefaleia — nome científico da dor de cabeça comum — entre os brasileiros. Além disso, procurou avaliar a relação entre esses tormentos e hábitos do dia a dia, como a prática regular de exercícios físicos. No final, os dados da pesquisa são um estímulo e tanto para todo mundo levantar da cadeira e se mexer — aliás, não só para quem vive com a sensação de que a testa está prestes a explodir. "Os sedentários apresentaram 43% mais enxaqueca e 100% mais cefaleia crônica, com crises diárias, do que os indivíduos que se exercitam", conta Queiroz. A explicação para esse elo entre menor incidência de dor de cabeça e malhação está nos nossos neurônios. "Os exercícios aumentam a produção de endorfinas, neurotransmissores que proporcionam bem-estar. Eles funcionam como uma morfina natural", compara o médico.

O especialista em medicina do esporte Moisés Cohen, também da Unifesp, acrescenta: "Alguns artigos sugerem que outras substâncias liberadas durante a atividade física, como a epinefrina e os esteroides, podem estar por trás do alívio". A melhora na circulação sanguínea, que provoca um aumento da oxigenação cerebral, é mais um fator que colabora para o fim das dores. "Sem contar a diminuição do estresse", complementa a neurologista Norma Fleming, coordenadora responsável pelo Ambulatório de Cefaleia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e presidente da Associação de Dor do mesmo estado.

sábado, 14 de julho de 2012

O jeito certo de se exercitar

Comece devagar, principalmente se você é um iniciante. Não se esqueça de alongar-se, antes e depois da malhação, e de fazer um aquecimento. Procure o tipo de exercício que mais lhe dá prazer para que ele não se transforme em mais uma fonte de estresse.

Nem pense em começar a se mexer antes de visitar um médico. Com esse zelo, males preexistentes, como eventuais problemas de coração, poderão ser detectados, impedindo ocorrências graves. E repita a avaliação periodicamente.

Três vezes por semana, por cerca de 30 minutos — essa é a recomendação básica para que o organismo desfrute dos benefícios da atividade. Conforme o tempo vai passando, é possível aumentar esse período.

Uma hora e meia antes do treino, coma uma fonte proteica, que ajuda a recuperar e preservar os músculos. Uma hora antes, ingira carboidratos como os dos pães, que contribuem para a queima de açúcares e gordura durante o exercício. Depois da aula, faça um lanche com os dois nutrientes. Ah, hidrate-se o tempo todo.
 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Pulos de saúde

É assim: sobre uma mini cama elástica individual, você executa sequencias de exercícios saltando, ao sabor de uma música envolvente. Parece simples. Mas a atividade requer atenção, ritmo, equilíbrio esforço físico. É por exercitar tudo isso que as aulas de body jump têm sido cada vez mais concorridas nas academias.
Em geral, as sessões duram uma hora. Trata-se de um treino coletivo, o que torna tudo mais divertido. Como são exercícios seriados e sobre uma plataforma, exigem coordenação motora e concentração. Resultado: você se desliga do resto do mundo, e consegue relaxar a cabeça.
Para colocar o corpo no ar, é preciso pular, pular muito e o tempo todo. Para isso, recorre-se à força dos músculos das pernas e do abdome, que se fortalecem com a série de exercícios.
Como se trata de uma atividade que estimula a oxigenação na circulação sanguínea, só faz bem para o coração. Há ainda outra vantagem em fazer body jump: considerada de alto esforço, a prática é excelente para quem deseja queimar calorias. Estima-se que em uma única aula cerca de 600 calorias sejam eliminadas. Nada mal, heim? 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Correr na areia da praia

Tem gente que não perde uma só oportunidade. Quando está na beira do mar, aproveita para colocar em dia as atividades físicas e lá se vai. Que bom. Pois caminhadas e corridas na praia são muito saudáveis.
Para começar, a brisa marinha é desprovida de poluição. E, além do mais, ela traz um elemento químico natural chamado iodo que só faz bem para o pulmão. Caminhar ou correr na praia, descalça, também trabalha melhor a panturrilha – que é a famosa batata da perna. Pois, para ter o impulso da partida em um piso mais fofo, o corpo demanda mais dessa parte da perna que, assim, se fortalece.
A atividade, contudo, requer alguns cuidados. Primeiro, manere no ritmo. Pois, sem o auxílio do tênis, o seu organismo é mais exigido e você se cansa mais. Escolha um local onde a praia seja plana, para que seu corpo não pende para algum dos lados e se machuque. Prefira sempre a parte molhada, próxima ao mar, onde a areia é mais firme. Além de ser um local mais seguro, o que evita torções, você receberá nos pés o carinho das ondas.
Ao final do exercício, não se esqueça de relaxar com um mergulho no mar. Se for iniciante, pegue leve. E se sentir sede, que tal uma água de coco fresquinha?