Segundo alguns especialistas, a formação da ossatura pode ir até quase os 30 anos. O consenso, porém, é que a adolescência é o melhor período para investir em ossos fortes. E, para que o cálcio exerça sua função de fortalecer o esqueleto, outro nutriente deve entrar na jogada: a vitamina D. “Ela está em alimentos como o próprio leite e em alguns peixes, mas sua principal fonte é o sol”, informa a nutricionista Bárbara Peters.
A pele sintetiza essa vitamina quando exposta aos raios ultravioleta do tipo B, que são mais intensos entre as 11 e as 15 horas. E ela dá uma bela ajuda na hora de grudar o cálcio aos ossos. Em terras tropicais, parece que é fácil tomar um pouquinho de sol. Mas a verdade é que estamos cada vez mais enclausurados em apartamentos e carros — inclusive a meninada. Uma pesquisa recente feita com jovens brasileiros mostra que 62% deles têm insuficiência de vitamina D.
“A prática de atividade física pelos adolescentes também é muito importante para a saúde dos ossos”, lembra a reumatologista Rosa Maria Rodrigues Pereira. Isso porque, além de colágeno e de minerais, o tecido ósseo tem células que participam da sua formação e outras que auxiliam a destruí-lo e reabsorvê-lo. Quando pressionadas pelos músculos ou pelo impacto de um exercício, as células que concebem os ossos, chamadas de osteoblastos, funcionam melhor. Aí o esqueleto fica mais robusto. “As atividades mais recomendadas são aquelas chamadas de antigravitacionais, como vôlei, basquete e corrida”, aponta Rosa.