sexta-feira, 8 de março de 2013

O que o ovo tem de bom?


Só pra começar, a nutricionista Raquel Dias coordenadora do Laboratório de Ciência e Arte dos Alimentos da PUC do Rio Grande do Sul, responde: "Rico em proteínas, contém todos os aminoácidos essenciais e, ainda por cima, é barato." A lista de qualidades é longa - e quase todos os nutrientes estão concentrados na gema, justamente a parte mais temida porque é onde também está a gordura nociva. A gema é fonte de ferro, por exemplo, que é fundamental para evitar a anemia. Também tem altas doses de uma substância chamada colina, que vem sendo apontada pelos pesquisadores como um nutriente importantíssimo para o desenvolvimento fetal, além de proteger o cérebro e a memória. Um ovo supre 22,7% das nossas necessidades diárias de colina.

Os cientistas também estão de olho no ácido fólico encontrado, mais uma vez, na gema. Junto com as outras vitaminas, especialmente a B6, esse nutriente já se mostrou capaz de reduzir os níveis sanguíneos de homocisteína - essa, sim, uma substância que faz muito mal para o coração.

quinta-feira, 7 de março de 2013

O ovo está liberado!


Pense em todos os ovos que você deixou de comer porque sempre ouviu dizer que eles eram os maiores vilões da saúde do coração. A virada histórica se deve a uma série de estudos científicos. O maior deles, feito por um time de especialistas americanos da Universidade Harvard, cruzou informações sobre a dieta de 37 851 homens e 80 082 mulheres com ocorrência de doenças cardiovasculares num período de até 14 anos. A conclusão: "O consumo de mais de um ovo por dia não causa impacto significativo sobre o risco de doenças coronarianas e derrame em homens e mulheres saudáveis." 

Mas se a gema do ovo tem uma tonelada de colesterol, como é possível que ele não faça estragos homéricos nos vasos? Parece que esse superalimento tem um antídoto natural que evita que essa gordura seja absorvida pelo organismo - uma substância chamada fosfolipídeo, ou lecitina. 

Essas evidências levaram a Associação Americana do Coração a revisar suas influentes diretrizes dietéticas. O colesterol da alimentação, segundo seus membros, ainda deve ficar restrito aos 300 miligramas diários. Mas o veto ao ovo tornou-se mais ameno. Algumas pessoas, como os diabéticos e aqueles que já sofreram infartos, devem obedecer realmente à antiga limitação de três unidades semanais. Aos demais indivíduos, a mensagem é clara: o ovo está liberado.

Alimentos anticolesterol


Hortelã -- O suco da espécie Mentha piperita, ou hortelã-pimenta, é não só um autêntico antídoto contra o LDL como ainda levanta as taxas de HDL, o bom colesterol. Os especialistas recomendam duas doses da bebida, que deve ser preparada da seguinte maneira: em um litro de água, coloque 100 gramas de folhas frescas e bata no liquidificador. Coe e beba em seguida. Mas atenção: crianças, grávidas e bebês só devem tomar o refresco com orientação médica. 

Maracujá -- Um estudo coordenado pelo químico Armando Asbaa Srur, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, constatou que a casca da fruta é cheia de pectina, uma fibra solúvel que ataca em cheio o colesterol e, de quebra, as altas taxas de glicose. Duas colheres de sobremesa da farinha da casca de maracujá polvilhadas em cada refeição surtem um bom efeito. 

Vinho -- Os flavonoides da casca da uva já se tornaram sinônimo de vasos e artérias saudáveis, graças à sua poderosa ação antioxidante, que ajuda a evitar a formação de placas. Um cálice por dia é a medida certa -- lembrando que o álcool não é muito recomendável para diabéticos, hipertensos e quem tem altos níveis de triglicérides. Nesses casos, um bom copo de suco de uva já faz as vezes do vinho. 

Alho -- Sua força anticolesterol está nos compostos sulfurosos que, infelizmente, não resistem ao calor da panela. Ou seja, quem quiser se beneficiar terá que comer um dente grande de alho cru por dia! A alternativa a essa terapia malcheirosa é engolir a mesma porção em forma de cápsula. 

Berinjela -- uma promessa não cumprida 
Berinjela para combater o colesterol? Esqueça, isso não passa de lenda e já devidamente desmistificada por um dos mais respeitados centros de cardiologia do Brasil, o Instituto do Coração, o InCor, em São Paulo. A receita de um copo de suco de laranja batido com berinjela fez grande sucesso entre os estudiosos do colesterol. Mas, em 2004, depois de acompanhar três grupos de pacientes, os cientistas do InCor verificaram que a tal beberagem só surtia efeito entre os que tomavam remédios para reduzir o colesterol. Ou seja, marmelada pura.