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sábado, 19 de julho de 2014

Amêndoa: 3 motivos para você consumir uma porção todos os dias


1. Prevenir o diabetes

Segundo em estudo da Universidade Purdue, nos Estados Unidos - apresentado no último congresso da Sociedade Americana para Nutrição, realizado em abril de 2014 -, a oleaginosa impede os picos de glicose no sangue, fator importante para prevenir o diabetes tipo 2. No projeto, 137 adultos com alto risco de se tornarem diabéticos conseguiram domar melhor o sobe e desce do açúcar após consumir cerca de 40 gramas de amêndoas todos os dias (algo como um punhado), por quatro semanas. Parte desse benefício se deve às fibras da oleaginosa, que aumentam a viscosidade do conteúdo intestinal e limitam a absorção da glicose.
De acordo com Richard Mattes, o líder da pesquisa, também há indícios de uma maior liberação de insulina, o hormônio que faz a glicose ingressar nas células. Resultado: os níveis da doce molécula diminuem na corrente sanguínea. Essa capacidade de minimizar picos glicêmicos garante um menor estresse oxidativo no organismo. "Assim o indivíduo fica mais protegido contra as complicações do diabetes", diz o médico Josivan Lima, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
2. Perder peso

A pesquisa americana ainda mostrou que a oleaginosa estimula a sensação de barriga cheia, o que favoreceria o emagrecimento. Isso graças às gorduras monoinsaturadas (consideradas benéficas) e, mais uma vez, às fibras do alimento. "A gordura fica mais tempo no estômago porque demora a ser digerida. Já a mastigação exigida pelas fibras acelera a produção de suco gástrico, fazendo crescer o volume do bolo alimentar. Todos esses fatores diminuem aquela vontade de exagerar nos pratos", esclarece a nutricionista Gisele Raymundo, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.
3. Proteger o coração

Ao comparar os efeitos da ingestão de porções de amêndoas ou muffins de banana - ambos com o mesmo valor calórico - em 52 voluntários, cientistas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, notaram que os níveis de colesterol ruim, o LDL, caíram bruscamente apenas na turma que ganhou o petisco, enquanto os índices do tipo bom, o HDL, permaneceram estáveis.
Quem sai ganhando são as artérias, que ficam mais blindadas contra a formação das placas de gordura - aquelas que bloqueiam o fluxo de sangue, levando a problemas cardiovasculares. "Esses benefícios provavelmente têm a ver com a presença de gorduras monoinsaturadas e outros compostos bioativos, como fitoesteróis e fibras", especula Claire Berryman, uma das autoras da investigação. "Mas eles são potencializados com uma dieta equilibrada", frisa a pesquisadora.
Para Camila Torreglosa, nutricionista do Hospital do Coração (HCor), na capital paulista, deve-se considerar, ainda, o conteúdo de cálcio, potássio e vitamina E das amêndoas. "Todos esses nutrientes são importantes para os vasos", justifica. Já a nutricionista Ligia dos Santos, do Hospital São Camilo, também em São Paulo, chama a atenção para os flavonoides, substâncias antioxidantes que inibem a ação dos radicais livres, e a arginina, que promove o relaxamento dos vasos e o equilíbrio da pressão arterial.

O jeito certo de consumir

Para garantir os ganhos à saúde, o conselho é que o consumo de amêndoas seja parecido com o dos estudos, ou seja, 40 gramas - o que dá ao redor de 35 unidades diárias. "Mas o ideal é consumir aos poucos ao longo do dia", recomenda Ligia. Também vale ficar atento à adição de sal, pois 100 gramas das versões temperadas podem ter até 279 miligramas de sódio, cujo excesso prejudica o coração. Nas confeitadas, o problema está no açúcar e no baixo teor de fibras e gorduras boas. Por isso, prefira a versão natural (nem doce nem salgada).

terça-feira, 1 de julho de 2014

Zumba fitness: um jeito divertido de queimar até 1000 kcal em uma hora de aula

Se Zumba ainda não faz parte do seu vocabulário fitness, chegou a hora de conhecer melhor essa modalidade que já conquistou cerca de 14 milhões de adeptas em 185 países. Até famosas, como Emma Watson, Shakira e Jennifer Lopez já aderiam a essa dança latina supersensual, que promete queimar de 600 a 1000 kcal em uma hora de aula. Quem garante é Caroline Pascarelli, professora de zumba da Contours, academia exclusiva para mulheres.

Como surgiu

A aula foi criada por um acaso em 1990, quando o colombiano Alberto "Beto" Perez, que ensinava ginástica aeróbica, em Cali, esqueceu a trilha sonora da aula e resolveu improvisá-la com os CDs de salsa e merengue que carregava na bolsa. Por pura intuição, ele fez nascer um novo método, que tem a música como condutora de movimentos aeróbicos. Em 2001, a dança-fitness foi levada para os Estados Unidos e agradou tanto que virou febre - e marca! Hoje, além das academias, já existem DVDs que ensinam o passo a passo da dança para ser praticada em casa.

Como é a aula

Segundo Caroline, a aula insere exercícios aeróbicos e localizados em uma coreografia divertida, que combina movimentos de rumba, salsa, merengue e reggaeton. "Mas hoje já começaram a acrescentar samba e hip-hop à modalidade. A ideia é que a aluna se divirta, enquanto tem um alto gasto calórico", conta a professora. Na opção "fitness", toda a sequência de passos é realizada explorando o peso do próprio corpo, já a versão "toning" é feita com maracas de 1kg, que se assemelham a halteres. Para idosos, gestantes e iniciantes existe ainda a "Zumba gold", que é feito com intensidade baixa, menos agachamento e menor complexidade de passos. Isso significa que para entrar no ritmo - e em forma - não é necessário ser expert em dança.

Benefícios proporcionados

A alta intensidade do exercício é comparada a de uma aula de corrida, spinning e muay thai. Resultado: é possível notar os quilinhos a menos depois de um mês de aula feita com uma frequência de duas a três vezes semanais. Além disso, Caroline destaca outros benefícios, como melhoria no sistema cardiovascular e do condicionamento físico, ganho na tonificação muscular dos membros inferiores (glúteo, quadríceps e panturrilha), aprimoramento da coordenação motora e da agilidade, e aumento da autoestima.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Petiscos e cerveja durante a Copa podem levar ao consumo de 7 mil calorias extras no mês

Assistir aos jogos do Brasil durante a Copa do Mundo pode facilmente afetar o consumo de calorias. Afinal, como estamos entretidos no jogo podemos comer mais sem se dar conta. "Não só ao assistir partidas, mas todas as vezes que tentamos fazer duas coisas ao mesmo tempo, o cérebro irá focar naquilo que é mais interessante, no caso o jogo, e então as chances de ingerir mais alimentos aumenta porque foco não é a alimentação", explica a nutricionista Mariana Taranto, professora do Centro Universitário Celso Lisboa. 

Além disso, a ansiedade também pode contribuir para que a pessoa coma a mais. Então, durante a Copa fica fácil ultrapassar a marca de 7 mil calorias extras no final do mês. Veja como algumas combinações simples entre as comidas e bebidas mais presentes na Copa do Mundo podem levar à marca de 7 mil calorias a mais após sete jogos da Seleção Brasileira:

-3 latas de cerveja (444 Kcal) + 100 gramas (um punhado) de amendoim torrado com sal (606 Kcal) = 1050 calorias.
-3 latas de cerveja (444 Kcal) + 3 espetinhos de carne bovina (723 Kcal) = 1167 calorias.
-1 pipoca média (93 gramas ? 495 Kcal) + 3 latas de cerveja (444 Kcal) + 1 fatia de queijo provolone (52 Kcal) + 1 fatia de queijo parmesão (77 Kcal) = 1068 calorias.
-1 lata de refrigerante (150 calorias) + 1 porção de 100 gramas de salgadinho de milho (449 Kcal) + 1 porção de 100 gramas de salgadinho de batata (564 Kcal) = 1163.
-1 porção de batata frita, 100 gramas (215 Kcal) + 6 coxinhas (336 Kcal) + 6 bolinhas de queijo (159 Kcal) + 1 colher de sopa de linguiça frita (84 Kcal) + 2 latas de refrigerante (300 Kcal) = 1094 calorias.
-2 cervejas (296 Kcal) + 7 fatias de salame (159 Kcal) + 5 fatias de queijo parmesão (385 Kcal) + 2 fatias de mortadela (80 kcal) + 3 fatias de queijo provolone (156 Kcal) + 1 salsicha (118 Kcal) = 1194 calorias.
-1 copo de 400 ml de caipirinha (439 Kcal) + 6 coxinhas (336 Kcal) + 5 bolinhas de queijo (132.5 Kcal)  + uma porção de 100 gramas de batata frita (215 Kcal) = 1122 calorias.
-3 latas de cerveja (444 Kcal) + 50 gramas de salgadinho de batata (282) + 1 cachorro-quente completo com uma salsicha (329 Kcal) = 1105 calorias.

Lembre-se que calorias extras estão relacionadas ao ganho de peso. "Para se ter uma ideia, ingerir 250 calorias a mais todos os dias durante um mês irá proporcionar o ganho de peso, em torno de um quilo extra no mês, mas isto pode variar de acordo com o organismo", explica Taranto.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Batata-doce seca a barriga

É difícil acreditar que algo que tenha a palavra doce no nome ajude a emagrecer. Pois essa batata originária da América Central auxilia a exterminar os quilos a mais com muita doçura. Pelo menos é o que mostra uma pesquisa da College of Agriculture and Life Sciences, nos Estados Unidos. O poder desse tubérculo se deve a seu baixo índice glicêmico, o famoso IG. "Isso significa que ele é digerido de forma mais lenta e, portanto, dá mais saciedade, auxiliando no combate à obesidade", ensina a nutricionista Gisele Pavin, coordenadora de nutrição da Unilever. "E, por liberar a glicose de forma gradual, evita que ela seja armazenada no corpo feito gordura", completa.

Não à toa, graças à geração equilibrada de energia proporcionada pelo vegetal, a batata- doce é considerada o alimento dos atletas. Afinal, propicia que o açúcar seja absorvido na medida exata. Daí, o corpo não se vê obrigado a secretar doses exageradas de insulina, o hormônio responsável por botar esse combustível adocicado para dentro das células. "Em outras palavras, a pessoa tem disposição de sobra para se exercitar", explica a nutróloga Marcella Garcez Duarte, da Associação Brasileira de Nutrologia, que dá a dica: o ideal é consumi-la entre uma e duas horas antes da atividade física.
A batata-doce é benéfica até para quem apresenta tendência ao diabete. Afinal, com a produção de insulina na dose certa, o pâncreas, encarregado de fabricá-la, não trabalha adoidado. Assim, o indivíduo não desenvolve resistência à substância, um fator por trás do tipo 2 da doença. O estudo americano ainda descobriu que a variedade Beauregard, que está chegando agora ao Brasil, tem o mesmo padrão proteico de suplementos vendidos até pouco tempo no exterior para controle da glicose no sangue de portadores do distúrbio. "Por enquanto ela está sendo distribuída para cultivo próprio, mas deve chegar aos mercados sem demora", conta Jairo Vieira, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Hortaliças, em Brasília. Diante dessas propriedades, ninguém deixará a batata-doce fora da lista de compras, não é mesmo?

terça-feira, 17 de junho de 2014

Vício em comer é um problema real, segundo estudo


É comum achar que as pessoas que não conseguem se controlar e comem a toda hora fazem isso por não terem força de vontade, e usam como 'desculpa' um possível vício. No entanto, segundo estudos recentes, o problema pode ser verdade. As informações são do Daily Mail.
Os pesquisadores descobriram que mulheres acima do peso são instintivamente mais estimuladas por imagens de comida e têm, de fato, menos força de vontade.
Claus Voegele, professor de psicologica da Universidade de Luxemburgo, disse que "todos os vícios são similares no sentido de o paciente desejar aquele sentimento bom recebido pelos neurotransmissores, criado quando se come, joga, fuma, fazem sexo ou se drogam".
Os testes foram feitos com mulheres 3 horas depois de comerem ou imediatamente após terem feito uma refeição. Algumas imagens apareciam aleatoriamente na tela do computador, de comidas e objetos, e elas deveriam simplesmente clicar nas imagens o mais rápido possível.
Constatou-se que as voluntárias com problemas de peso eram mais devagares. Muitas delas disse que o teste deu vontade de comer, não importando há quanto tempo elas estivessem sem comer.
"Isso sugere que algumas pessoas têm uma predisposição psicológica ou até instintiva a 'beliscar'", disse o professor.

Fonte: terra.com

quarta-feira, 28 de maio de 2014

40 dicas certeiras para emagrecer 2kg

1 - Monte um bom prato de salada antes de partir para a comida quente. Assim, você estará mais saciada quando for se servir dos alimentos mais calóricos
2 - Tem um amigo que precisa emagrecer? Forme dupla, assim um incentiva o outro nos dias de preguiça
3 - Tenha calma para comer. Não faça suas refeições de pé ou em frente à televisão. Sente-se em um local tranquilo e faça desse um momento de prazer
4 - Adeus, farinha! Corte alimentos que contenham esse ingrediente, porque ela transforma-se rapidamente em gordura no corpo. Ou, troque os alimentos com farinha branca pelos integrais!
5 - Pratique esportes. Para quem tem dificuldade em aderir ao treino da academia, esporte é uma ótima opção. Além de trazer mais motivação, você vai pensar duas vezes antes de desfalcar o time
6 – Durma bem e em quantidade suficiente para descansar. Diversos estudos já relacionaram a falta de descanso adequado ao excesso de peso
7 – Escove os dentes logo após a refeição. O hábito, além de garantir uma boca saudável, evita aquela vontade de comer um docinho
8 – Na hora de comer, que tal trocar o prato comum pelo de sobremesa? A falta de espaço vai obrigá-lo a comer menos
9 – Prefira alimentos frescos. Ao abandonar os industrializados, você reduz a quantidade de gordura e de sódio, retendo menos líquido. E ainda tem a vantagem de se alimentar de forma mais saudável
10 – Troque o frito pelo assado, você reduz as calorias em um terço só com essa mudança no preparo no alimento
11 – Sai o refrigerante, entra a água. Substituir a bebida calórica e cheia de açúcar pela água economiza até 150 calorias
12 – Reduza o consumo de bebidas alcóolicas. Além de fazerem mal à saúde, elas não têm nutrientes
13 – Faça lanches entre as refeições. Comer de 3h em 3h acelera o metabolismo e evita que você coma demais
14 – Troque o elevador pela escada diariamente. A mudança pode significar um aumento de 15% no seu gasto calórico (dependendo de quantos andares você tem de subir)
15 – Faça como o André Guerato, jogador de tênis pelo Corinthians, que encontrou nas competições um incentivo para emagrecer. Inscreva-se em corridas, maratonas, torneios e o que mais e encontrar. Ninguém gosta de ficar em último lugar, portanto, é bem provável que você se empenhe mais
16 - À noite, no jantar, prefira alimentos light. Assim, você não dorme de barriga muito cheia e evita que os alimentos se acumulem e virem pneuzinhos
17 – Integral é a melhor opção. Troque a massa branca por essa variedade. As fibras ajudam no trânsito intestinal e dão sensação de saciedade por mais tempo
18 – Aposte nos alimentos naturais que ajudam a emagrecer como a linhaça, chia, quinoa e ração humana




19 – Apimente a refeição. A pimenta vermelha realmente ajuda a acelerar o metabolismo, basta acrescentar duas colheres de chá na sua comida
20 – Troque a dieta pela reeducação alimentar. Os especialistas garantem que quem faz dieta tem mais tendência a oscilações de peso, mas quem opta pela reeducação permanece magro
21 - Aprenda a dizer não. Os psicólogos já sabem: engolir sapo pesa na balança
22 – Mexa-se mais. Faça um parte do percursso a pé ou de bicicleta para o trabalho. Apenas 30 minutos de atividade por dia para sair do sedentarismo
23 – Não deixe de tomar café da manhã. Quem começa o dia com uma alimentação mais equilibrada tende a seguir os mesmos passos nas demais refeições
24 – Faça um blog e relate sua batalha contra os quilos a mais. A escrita, além de ajudar a desabafar, pode contribuir para que você perceba o quanto anda comendo
25 – Vai sair com os amigos? Faça opções lights no barzinho trocando o chopp por um suco, e a batata-frita por peixe assado
26 – Evite feijão, repolho, couve-flor e pimentão. Esses alimentos formam gases e podem dar “aquela barriguinha”
27 – Controle seus sentimentos. Quando se sentir ansiosa ou triste, tente não descontar no chocolate
28 – Desnatado, por favor! Troque o leite integral pelo desnatado e economize nas calorias. A dica também é válida para iogurtes
29 – Brócolis ajuda a emagrecer. Como? Ele tem poucas calorias e é rico em antioxidante, que combate as gorduras
30 – Faça dieta pelo menos dois dias da semana. Se está difícil seguir o plano alimentar a semana inteira, escolha pelo menos dois dias para cortar as calorias. Nesses, consuma o mínimo de gordura, zero de fritura ou doces e corte o refrigerante.
31 – Aveia. Esses flocos são poderosos aliados para quem quer emagrecer. Participantes de um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) emagreceram 2,6% do peso em seis semanas incluindo aveia na alimentação




32 – Não deixe de comer esse ou aquele grupo alimentar. Carboidrato é tão importante como a proteína e gordura (mas aquela do bem!). O prato ideal mistura todos os grupos alimentares de maneira equilibrada
33 – Tem um cachorro em casa? Saia para passear com ele todo dia, pelo menos 15 minutos. Os dois vão entrar em forma
34 – Mantenha a saúde em dia. Controle os níveis de hormônios e evite que qualquer disfunção possa atrapalhar seu emagrecimento
35 – Não faça exercícios de barriga vazia! Sem combustível suficiente para o esforço,a intensidade da atividade e a queima de calorias sofrem redução
36 – Faça 30 minutos diários de atividade física, pode ser uma caminhada, por exemplo, que tal? Veja como começar
37 - Planeje um passeio no fim de semana. Pode ser a pé, de bicicleta ou patins. Além de espairecer, você estará se exercitando e perdendo gordurinhas
38 – Morrendo de vontade de comer um chocolate? A melhor hora para o doce é depois do almoço. Segundo os especialistas, ele se mistura com os outros ingredientes e seu efeito é menor
39 – Verduras escuras como rúcula e espinafre contém uma quantidade significativa de fibras e ajudam na saciedade
40 – Adeus, queijo amarelo! Risque da sua lista o tipo prato, gorgonzola, provolone e cheddar e aposte no queijo cottage e na ricota

Fonte: http://saude.ig.com.br/

terça-feira, 1 de abril de 2014

Barriga para dentro em uma semana


Potência máxima

Para dar um fim rápido na barriga saliente você pode aliar à dieta funcional porções de alimentos termogênicos — que aumentam a temperatura corporal e aceleram o metabolismo. São eles: gengibre, canela, açafrão, pimenta, vegetais de coloração roxa, chá verde, chá branco, folhas verde-escuras e legumes. De acordo com a nutricionista Vivian Goldberger (SP), existem outros aceleradores: suco de limão (ajuda a quebrar o acúmulo de gordura), melancia (aumenta a sensação de saciedade e colabora na digestão), abacaxi (auxilia na eliminação de toxinas, diminuindo o inchaço abdominal), alface e agrião (ricos em fibras). “Beber muita água também é fundamental. Além de reduzir a retenção de líquidos, lubrifica as paredes intestinais, facilitando a eliminação de toxinas”, acrescenta Vivian.
Fuja do efeito balão
Leite e derivados Por conterem proteí­na de difícil digestão, fermentam o estômago causando distensão. Também aumentam o processo inflamatório.
Glúten e derivados Cevada, centeio, trigo, aveia e malte podem liberar diversas substâncias pró-inflamatórias.
Carboidratos simples Pães, massas e bolachas de farinha branca e açúcar comum elevam o pico de glicose e, consequentemente, liberam uma grande quantidade de insulina — tipo de hormônio que favorece o acúmulo de gordurinhas na região abdominal.
Bebidas alcoólicas Transformam-se rapidamente em açúcar no sangue, aumentando a gordura da barriga.
Excesso de sódio Favorece a retenção de líquidos, provocando inchaço nos braços e nas pernas, o que dá a impressão de estar mais gorda.
Cardápio anti-barriga
Ele foi elaborado pela nutricionista Mariana Duro, de São Paulo, e tem 1200 kcal diárias. Confira:
CARDÁPIO ANTI-BARRIGA

CAFÉ DA MANHÃ

Opção 1: 1 fatia de melão + 1 xícara (chá) de chá de hortelã + 1 fatia de pão integral ou pão sem glúten

Opção 2: 1 laranja-lima + 1 xícara (chá) de chá de alecrim + 1 tapioca + 3 fatias de mussarela de búfala

Opção 3: 1 xícara (chá) de chá de cavalinha + 1 taça de salada de frutas + 2 colheres (sopa) de flocos de quinoa + 1 unidade de iogurte de soja

LANCHE

Opção 1: 200 ml de suco de maracujá batido com couve

Opção 2: 1/2 abacate pequeno amassado com uma pitada de canela em pó

Opção 3: 200 ml de água de coco + 2 castanhas-do-pará

ALMOÇO

Opção 1: 1/2 prato de mix de folhas verdes + 2 colheres (sopa) de arroz integral + 1 colher (sopa) de feijão-azuqui + 1 pedaço médio de carne assada + 2 colheres (sopa) de mix de legumes no vapor (brócolis, couve-flor e cenoura)

Opção 2: 1 pires de broto de feijão + 1/2 tomate em fatias + 1 colher (sopa) de grão-de-bico cozido + 1/2 cebola roxa picada + 2 colheres (sopa) de purê de batata-doce + 1 filé médio de peixe assado com alecrim + 2 fatias de abobrinha grelhada

Opção 3: 1/4 de prato de alface + 1 pires de couve crua em fatias + 1 colher (sopa) de beterraba ralada + 2 colheres (sopa) de ervilha fresca + 2 pegadores rasos de macarrão de arroz com molho ao sugo + 1 sobrecoxa, sem pele, assada com gengibre e alho

LANCHE

Opção 1: 1 xícara (chá) de chá verde + 1 fatia de bolo de fubá simples

Opção 2: 1 xícara (chá) de chá branco + 6 cookies integrais ou sem glúten

Opção 3: 1 xícara (chá) de chá vermelho + 1 fatia de pão integral ou pão sem glúten + 1 colher (chá) de geleia sem açúcar

JANTAR

Opção: 1/2 prato de alface + 1 prato (sobremesa) de mix de legumes no vapor (vagem, cenoura, tomate e chuchu) + 1 batata pequena cozida e picada + 1 lata de atum sem o óleo

Opção 2: 1 tigela de sopa de legumes com frango desfiado e arroz integral

Opção 3: 1/2 prato de mix de folhas verdes + 2 colheres (sopa) de arroz 7 grãos + Omelete (feita com 2 ovos, salsinha, tomate e cebola)

CEIA

Opção 1: 1 fatia grossa de abacaxi

Opção 2: 1 maçã com casca

Opção 3: 8 morangos



quarta-feira, 19 de março de 2014

Magra e inteligente: os alimentos que fazem bem para a silhueta e para o QI

Você sabia que o excesso de gordura faz mal ao cérebro? A explicação: a gordura saturada de origem animal atinge as artérias que alimentam o cérebro e se acumula nelas, entupindo-as. "Esse processo afeta o hipocampo, região relacionada com a formação e o armazenamento da memória. Os neurônios 'murcham' e provocam uma diminuição da agilidade, de concentração, de desempenho intelectual...", diz o pesquisador Paul Thompson* (EUA). E não é só a inteligência que perde com isso. O hipotálamo, área que controla a fome e a saciedade, sofre uma inflamação, o que destrói os neurônios. Resultado: a pessoa não se sente mais saciada e come mais.
 
Ao manter o corpo no peso ideal, ou seja, sem aquelas gordurinhas extras, é possível aumentar em, no mínimo, 20% o desempenho da memória. Um estudo comprovou que adultos com sobrepeso têm, em média, 4% menos tecido cerebral que indivíduos com peso normal. Nos obesos essa perda era tão significante que o cérebro parecia ser 16 anos mais velho quando comparado com o de pessoas em forma. Os resultados da pesquisa foram baseados em imagens do cérebro de 94 pessoas na faixa dos 60 anos. As mais cheinhas apresentaram maior perda de tecidos e problemas com memória e concentração. 
 
A capacidade de memorização afetada pela gordura em excesso não é uma sequela permanente - perder peso reverte o efeito. "Além de emagrecer, é preciso incluir na dieta alimentos que estimulam o cérebro, deixando-o mais ativo", afirma a nutricionista Alexandra Marinho (RJ). A seguir, anote os itens que ajudam a desenvolver neurônios, segundo a nutricionista Ana Paula Souza (PR).
 
Peixes e linhaça
São ricos em ômega 3, um poderoso anti-inflamatório que combate os radicais livres e previne a degeneração dos neurônios. Comer um filé de peixe médio (sardinha, cavalinha, salmão ou atum) ou uma colher (sopa) de linhaça por dia é suficiente.
 
Frutas vermelhas
Cereja, amora, framboesa, melancia, morango e pitanga são antioxidantes e ajudam a aumentar a capacidade de memória. Ingerir uma fatia de melancia ou 100 g de morango potencializa as funções mentais.
 
Chocolate
Sim, ele pode! Desde que seja 70% cacau ou meio amargo para não comprometer a silhueta. O doce protege o cérebro contra a perda de memória e aumenta o nível de serotonina, o que deixa a mente mais ligada. Coma um tablete pequeno por dia - e só!
 
Vegetais verde-escuros
Brócolis, espinafre, agrião, rúcula possuem grandes quantidades de zinco, selênio, ferro, fósforo e ácido fólico. Essa lista de minerais faz os neurotransmissores funcionarem melhor, mantendo o cérebro acordado e ativo. Quanto consumir? À vontade, pois contêm baixíssimas calorias ou nenhuma.
 
Café e chá verde
A cafeína estimula o cérebro e aumenta seu estado de alerta. Segundo um estudo finlandês, quem toma de três a cinco xícaras de café por dia tem menos chance de desenvolver Alzheimer. O índice é 65% menor se comparado aos que bebem menos de dois cafezinhos diariamente. O ideal é ingerir três xícaras de café ou de chá verde todo dia para manter a concentração e a agilidade.
 
Oleaginosas
Nozes, castanhas, amêndoas, avelãs e amendoins são ricos em triptofano, um antioxidante que desenvolve neurônios. Também contêm ácidos graxos, selênio e vitamina E, bons para a memória. Inclua duas unidades de nozes ou castanhas no seu cardápio diário.
 
Gema de ovo
À base de colina, aumenta a concentração e a produção de um neurotransmissor responsável pelas funções de memorização. Consuma até duas gemas todos os dias.
 
Aveia
Tem a capacidade de aumentar a concentração, graças ao alto índice de fibras. Elas facilitam o esvaziamento gástrico, o que contribui para que a glicose consumida permaneça mais tempo na corrente sanguínea, garantindo energia ao cérebro. O ideal é consumir quatro colheres (sopa) por dia.
 
Maçã
A fruta é importante fonte de quercetina, um composto antioxidante que mantém a fluidez dos sucos mentais para a proteção dos neurônios. Coma uma maçã diariamente.

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Chia - dossiê completo da semente que auxilia no emagrecimento


Quando desembarcou no Brasil, há pouco mais de um ano, a chia não demorou a entrar na lista de compras dos interessados em perder peso. Nada mais compreensível. Como uma de suas principais características é virar uma espécie de gel ao entrar em contato com a água, ela dá uma baita saciedade, evitando ataques desenfreados de gula ao longo do dia. Só que os benefícios do pequeno grão - consumido por civilizações pré-colombianas há milhares de anos - não ficam restritos ao emagrecimento. Pelo menos é o que a ciência tem revelado.

Gordura na cintura? perigo!
O peso excedente, vale ressaltar, é um dos principais culpados pela síndrome metabólica, que contribui para piripaques cardiovasculares, a exemplo de infarto e derrame. "A tal síndrome é diagnosticada quando o paciente apresenta concentração de gordura abdominal e pelo menos mais dois fatores de risco, como glicose e triglicérides elevados, entre outros", descreve a endocrinologista Cíntia Cercato, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, em São Paulo. Ainda bem que a semente de chia, com seu ácido graxo anti-inflamatório, protege contra todo esse chabu.
A comprovação vem da Universidade Nacional Autônoma do México. Inicialmente, os cientistas pediram a voluntários com aquele combo de problemas que deixassem de consumir 500 calorias no seu dia a dia. Duas semanas depois, dividiram o pessoal em duas turmas. Enquanto uma ingeriu uma bebida à base de proteína de soja, aveia e chia, a outra recebeu uma mistura inócua. Em dois meses, todo mundo apareceu no laboratório com a barriga mais enxuta. Mas só o grupo que tomou o líquido com a semente viu fatores intimamente associados ao mal perderem força. "O mais interessante é que as duas turmas emagreceram igualmente, o que nos leva a concluir que a bebida foi, de fato, a grande responsável pela melhora da síndrome", reflete Cíntia.
Aproveitando que o assunto aqui gira em torno do coração, não dá para esquecer que o ômega-3 da chia ainda favorece a redução da pressão arterial. "Na prática, ele diminui a formação de tromboxano, uma molécula que estimula o aperto dos vasos. Por outro lado, aumenta a síntese de prostaciclinas, que são vasodilatadoras", ensina a nutricionista Anna Carolina Di Creddo Alves, do Instituto do Coração, na capital paulista. Sem falar que esse tipo gorduroso evita a oxidação do colesterol LDL, processo que o torna um verdadeiro vilão para o peito - afinal, é nesse formato que a molécula propicia o desenvolvimento de placas nas artérias.
Não vá pensando que a semente é indicada só para quem está com a saúde desajustada. Lá atrás, quando maias e astecas se deliciavam com o alimento, a intenção era aperfeiçoar a resistência física. Hoje, estudiosos da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, sabem que a estratégia funciona. Por um período, antes de provas longas, eles deram isotônico a seis atletas amadores. Depois, os voluntários tomaram uma mistura desse líquido com uma bebida à base de chia. Após cada intervenção, os rapazes correram por uma hora na esteira e mais 10 quilômetros em uma trilha. Acabada o suadeira, a surpresa: "Concluímos que o ômega-3 do grão melhora o rendimento dos atletas na mesma medida que o carboidrato do isotônico", revela Travis Illian, autor do projeto.
Para o cientista, a principal vantagem da descoberta é oferecer aos esportistas um substituto à altura para os tradicionais isotônicos, cheios de açúcar. Mas, se você não pretende participar de uma maratona, uma boa pedida é usar a farinha ou grão de chia duas horas depois dos exercícios. Assim, dá para aproveitar as fibras solúveis que a semente esbanja. "Essas substâncias retêm água, o que prolonga a hidratação e a presença de minerais no organismo", explica a nutricionista Paula Crook, da PB Consultoria em Nutrição, em São Paulo.
Foi justamente nessas versões, ou seja, semente e farinha, que a nutricionista Sandra Soares Melo, da Univali, levou o alimento andino para o laboratório. O objetivo era comparar a ação de ambas as variedades em temperatura ambiente e aquecidas. "Vimos que, por causa das fibras, todos os tratamentos estimularam o trânsito intestinal nos animais analisados", conta.
Contudo, quando a pesquisadora e seus alunos avaliaram o estresse oxidativo - fator relacionado a doenças como diabete e câncer -, ficou evidente que ele só foi amenizado quando as cobaias ingeriram o farelo que não passou pelo fogo. "Ele não apresenta gordura como a semente. E a substância é a principal a sofrer oxidação. Esse processo também é facilitado quando a temperatura está elevada", justifica Sandra. Logo, se a ideia é barrar o estresse oxidativo, já sabe: a farinha ao natural é a melhor opção.
Agora, se estiver de olho em uma ação mais global a favor do funcionamento do corpo, as sementes saem na frente. Basta consumir duas colheres de sopa todos os dias. Só duas mesmo. "Como a chia tem muitas fibras, pode dificultar a absorção de alguns minerais, além de desregular o intestino se não houver consumo adequado de água", frisa o nutricionista José Aroldo, diretor da Nutmed, no Rio de Janeiro. Seguindo essa recomendação, certamente você terá tantos motivos quanto as civilizações antigas para idolatrar a semente de chia.
Se a intenção é perder peso...
Seu principal objetivo com a chia é mesmo afinar a cintura? Então faça o seguinte: deixe a semente na água por pelo menos 40 minutos. Quando a mistura se transformar em um gel, adicione suco de uva sem açúcar para obter uma espécie de sagu. "Consuma no café da manhã ou no lanche do final da tarde. Dessa maneira, você evita abusos nas principais refeições do dia", aconselha a nutricionista funcional Vanderlí Marchiori, de São Paulo.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

A dieta mediterrânea do Brasil

Aclamada nos quatro cantos do planeta por prevenir problemas cardiovasculares, a dieta do Mediterrâneo serviu de alicerce para a criação de um cardápio igualmente amigo do peito, só que composto de alimentos e receitas tipicamente tupiniquins. Elaborado pelo Hospital do Coração (HCor), na capital paulista, em parceria com o Ministério da Saúde, o menu inclui, entre outros itens, arroz, feijão, castanhas como a de caju e frutas nacionais, a exemplo do açaí, do abacaxi e da goiaba.

"Temos muitas pesquisas em cardiologia no Brasil, mas, até agora, nenhuma que tenha se debruçado sobre o efeito da nossa alimentação na redução de eventos cardíacos", contextualiza a nutricionista Camila Ragne Torreglosa, uma das integrantes da equipe que desenhou a nova dieta. Esta, inclusive, já foi posta à prova em um estudo piloto, do qual participaram 120 indivíduos com histórico de piripaques no coração. Enquanto uma parte seguiu o cardápio verde e amarelo do HCor, a outra recebeu as recomendações clássicas para evitar outro susto — como o consumo de alimentos característicos de países banhados pelo mar Mediterrâneo, caso do azeite de oliva e dos pescados.


Depois de 12 semanas, os pesquisadores notaram uma diminuição de peso mais significativa na turma que investiu nos pratos cheios de brasilidades. "Com isso, o perfil metabólico dos voluntários melhorou. Ou seja, os triglicerídeos, a glicemia e a pressão arterial baixaram", conta Camila. "São exatamente esses fatores que contribuem para a ocorrência de males cardíacos", completa. Outro ponto positivo foi aqueda dos índices de colesterol, mais um financiador de panes nas artérias. O resultado empolgou os especialistas a iniciarem uma análise nacional, com 2 mil pacientes de 40 centros de referência em cardiologia e acompanhamento de um ano.

Nesse projeto, mais uma vez o objetivo é avaliar o efeito na prevenção secundária — ou seja, em pessoas que já se assombraram com problemas cardiovasculares. "Quem infartou ou teve derrame apresenta um risco 7,5 vezes maior de passar novamente pela situação em um período de quatro anos", justifica o cardiologista Marcus Bolívar Malachias, da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Logo, esse pessoal precisa de atenção redobrada para manter o peito ou o cérebro em ordem. E está mais do que comprovado que a alimentação tem papel de destaque nesse cenário. "Estudos mostram que mudanças de hábitos, que abrangem refeições mais balanceadas e prática de exercícios, surtem efeitos incríveis na prevenção de doenças cardíacas", ressalta Malachias.


A sacada da dieta verde e amarela está justamente no fato de que não exige reviravoltas bruscas à mesa. Pelo contrário. "Ela propõe um resgate da alimentação tradicional brasileira, com valorização de receitas como o arroz com feijão, preparados com quantidades mínimas de sal e gordura", diz Patrícia Jaime, coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.


Além de itens comuns a toda a nossa população, a nova dieta cardioprotetora ainda privilegia pratos e ingredientes regionais. São bons exemplos o açaí do Norte, a gabiroba do Centro-Oeste, a tapioca do Nordeste e o chimarrão do Sul. "O Brasil é enorme e os costumes são diferentes em cada região. Então, se a dieta contempla essa diversidade, fica muito mais fácil garantira aceitação das pessoas", opina Elisabete Almeida, diretora executiva do programa Meu Prato Saudável, vinculado ao Hospital das Clínicas de São Paulo. Essa peculiaridade dá larga vantagem ao cardápio do HCor em relação à dieta mediterrânea. Resta saber se trará benefícios semelhantes ou mais surpreendentes. Até agora, sem puxara sardinha, tudo conta a favor dele.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Dieta mediterrânea garante mais saúde

Você já deve ter ouvido ou lido que a dieta mediterrânea é uma das mais saudáveis para o coração. Por isso uma versão brasileira está sendo adaptada pelo Hospital do Coração (HCor), em parceria com o Ministério da Saúde. "O objetivo é proteger a população dos vários fatores de risco que agravam ou provocam as doenças cardiovasculares", diz Maria Beatriz Ross, nutricionista e pesquisadora da equipe do HCor.

No lugar de salmão, azeite de oliva e noz, o menu terá sardinha, milho, tapioca e outros alimentos nutricionalmente próximos aos da dieta original, só que mais baratos e acessíveis por aqui. Já no teste piloto, com 120 voluntários com histórico de ocorrências cardiovasculares, a dieta se mostrou eficiente inclusive para quem precisava perder peso.

Menu verde-amarelo
A segunda fase de teste da dieta do HCor deve envolver mais de 2 mil pessoas de todo os país. Os cardápios serão diferentes, sugerindo as comidas típicas de cada região. Mas os participantes deverão montar o prato com base num gráfco que divide os alimentos em três grupos, nas cores verde, amarelo e azul. Você também pode colocá-lo em prática.


Verde
Ricos em vitaminas, minerais e fibras, como verduras, legumes, frutas, leite e derivados desnatados. Consumir com frequência.


Amarelo
Arroz, feijão, macarrão, pão, cereais, biscoitos simples e itens com pouco sódio, açúcar, gordura saturada ou colesterol. Consumir em porções moderadas.


Azul
Carne, frango, peixe, óleo composto (soja e azeite), castanha e itens com mais sódio, açúcar, gordura saturada e colesterol que os itens do grupo amarelo. Consumir com restrição.


Proibidos 
Ficam de fora da dieta os alimentos industrializados com gordura trans (sorvete, biscoito recheado, salgadinhos) e alto teor de sódio (congelados, embutidos) ou de açúcar (balas, doces).



Dieta do Mediterrâneo contra a depressão

Notícia fresquinha do 12º Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, que acontece de 13 a 16 de agosto em Foz do Iguaçu, no Paraná. A pesquisadora brasileira Livia Carvalho, do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública daUniversity College London, na Inglaterra, acaba de apresentar evidências que colocam a já célebre dieta do Mediterrâneo — que inclui azeite de oliva, peixes, frutas, verduras e vinho tinto — como aliada contra a depressão e os danos fisiológicos desencadeados por ela. 

Esse papel tão benéfico é justificado pelo poder de esse cardápio amenizar inflamações no corpo. Explicamos: os estudiosos observam, nos últimos anos, que o estado depressivo eleva a concentração de moléculas inflamatórias na corrente sanguínea. É justamente por isso que pessoas angustiadas correm maior risco de problemas cardiovasculares, por exemplo. Mais substâncias inflamatórias correndo pelo sangue significa maior probabilidade de formação de placas capazes de entupir artérias e provocar infartos e derrames. 

Pois bem, acontece que surgem cada vez mais indícios de que essa via inflamatória funciona em mão dupla: o próprio estado perene de inflamação contribuiria para o surgimento e a permanência do quadro depressivo. Daí a importância de medidas no estilo de vida com potencial para regular a inflamação que toma conta do organismo. 

É aí que entra a dieta do Mediterrâneo. O azeite, os vegetais e seus pescados contam com nutrientes que, juntos, ajudariam a minguar a quantidade de moléculas incendiárias circulantes. O peixe tem ômega-3, gordura de ação anti-inflamatória, e o azeite e as frutas são redutos de substâncias que enfrentam o estresse fisiológico que abre alas à inflamação. 

O menu largamente difundido no mundo da nutrição ganha pontos, portanto, não apenas por resguardar o coração. Agora, segundo as informações apresentadas no congresso pela professora Livia, essa regulação inflamatória por meio da dieta dá provas de que auxilia a controlar (e até a prevenir) a depressão, distúrbio em ascensão que afeta milhões de brasileiros.