sábado, 5 de janeiro de 2013

Ar condicionado faz mal?


Primeiro, um esclarecimento: o ar-condicionado, em si, não é um vilão para o corpo. Sem dúvida, a engenhoca dá uma baita ajuda para driblar o calor excessivo do verão. "O problema é que, para diminuir a temperatura, ele suga o ar do ambiente e retira umidade. E a umidade baixa causa uma série de incômodos", explica o pneumologista Ubiratan de Paula Santos, do Instituto do Coração, em São Paulo. "O ideal é, ao ligar o aparelho, aumentar a oferta de água no cômodo, o que não acontece na maioria das vezes", completa. Com o ar seco, as vias aéreas ficam prejudicadas e irritadas (veja no quadro à direita como a queda na umidade relativa do ar afeta o organismo). Para ficar confortável, a umidade do ar deve permanecer entre 50 e 60%. 


Fora a secura, a boa conservação desse eletrodoméstico é importante para garantir que uma outra dor de cabeça não chegue junto com aquela sensação geladinha. É que, sem limpeza regular, o filtro acumula partículas de poluentes, além de fungos e bactérias. "Com o tempo, a qualidade do ar interno chega a ficar pior do que a da rua", alerta Santos. Em escritórios, por exemplo, a pouca manutenção do equipamento contribui para a proliferação de vírus como o da gripe, já que a transmissão se intensifica em ambientes fechados. "É a chamada síndrome do edifício doente, quando infecções respiratórias são propagadas entre colegas de trabalho por causa do ar contaminado", explica o alergologista João Negreiros Tebyriçá, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia. 



Por falar em alergia, quem sofre com ela, aliás, precisa ficar mais atento aos efeitos de tanta refrescância na atmosfera. Além dos senões da umidade e da manutenção, o choque térmico de transitar do calorão para o local climatizado costuma desencadear uma crise em quem sofre com rinite, bronquite e outras ites. Quando o nível do termômetro despenca, um mecanismo conhecido como reflexo colinérgico é acionado na gente como uma espécie de reação de defesa. Essa resposta ao frio repentino provoca espirros, congestão nasal e tosse. 



"Os alérgicos apresentam uma sensibilidade maior no nariz e nos brônquios mesmo quando a mudança não é tão brusca. Some-se isso à baixa umidade e os ataques aparecem", expõe Tebyriçá. Não ficar prostrado na frente da saída de ar já ameniza a situação. Outras medidas bem fáceis de adotar possibilitam que você alivie o suadouro sem que nenhuma encrenca dê as caras.

Sol na medida certa


Muito se fala sobre os malefícios dos raios solares além da conta e sem proteção. De cara, todos se lembram dos tumores cutâneos. No entanto, poucos sabem que aquelas horas fritando na areia por um bronzeado enfraquecem o sistema imunológico, deixando o corpo menos resistente a vírus, fungos e bactérias. O que acontece é semelhante ao cansaço e ao esgotamento que sentimos após um dia na praia. A radiação ultravioleta - tanto a UVA quanto a UVB - faz com que as células do sistema imune da pele percam energia, dando sopa para qualquer micro-organismo estranho agir. 


"É assim que surgem o herpes, vírus que a maioria das pessoas carrega sem nem sequer desconfiar, as micoses e até mesmo algumas viroses", explica o dermatologista Marcus Maia, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Ele ressalta que indivíduos com imunossupressão, como transplantados e soropositivos, correm um risco ainda maior e devem evitar a superexposição em dias ensolarados. Para alguns, chegam a ser sugeridas roupas com filtro solar. 


O próprio bronzeado, que muitos veem como sinal de saúde, não passa de uma reação do organismo ao UVB, predominante no verão. O colorido da estação é, na verdade, resultado da oxidação do pigmento que tinge a cútis, a melanina. "É uma forma de proteção, que não deixa a radiação penetrar demais na pele", explica o tricologista Valcinir Bedin, diretor do Centro Integrado de Prevenção do Envelhecimento, em São Paulo. Mas, se há exagero, o tom de camarão indica um processo inflamatório. "A vermelhidão significa que a pele foi danificada pelo UVB", afirma a dermatologista Flávia Addor, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. "E é uma evidência de que as defesas do corpo estão temporariamente em baixa", reforça. A imunidade em frangalhos é um prejuízo imediato. Porém, existem outros problemas mais perigosos provocados pelo efeito cumulativo do sol.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Homem mais gordo do mundo perde 285 kg e luta contra excesso de pele

Mason engordou por conta de um distúrbio, que o fez comer dez vezes mais que a quantidade necessária para um homem da sua idade Foto: Reprodução
O britânico, que antes consumia cerca de 20 mil calorias diárias, diz que está se esforçando para emagrecer mais, mas só pode realizar a cirurgia para retirada da pele quando seu peso estiver estável por, pelo menos, dois anos.
“Tudo bem eles dizerem isso, mas isso só se aplica a pessoas que não têm muito peso a perder. Eu preciso fazer uma (cirurgia) agora e provavelmente outra daqui quatro ou cinco anos”, disse.
De acordo com Paul, o excesso de pele dificulta a prática de exercícios, o que o ajudaria a eliminar mais quilos. “Minha pele se divide”, justificou.
Em sua nova fase, ele está escrevendo um livro sobre sua experiência para ajudar pessoas com transtornos alimentares, começou um negócio no ramo de joias e conta que seu sonho é ter uma vida normal, aprender a dirigir e tirar férias.
Mason engordou por conta de um distúrbio, que o fez comer dez vezes mais que a quantidade necessária para um homem da sua idade. A compulsão começou aos 20 anos, quando seu pai morreu e a mãe teve problemas de saúde.
Com isso, o britânico deixou seu emprego de carteiro quando seu peso o impediu de completar as entregar. Ele ficou incapaz de andar e até mesmo ficar em pé. Na cama em tempo integral, era cuidado por enfermeiros.
Em 2002, quando fez uma operação na hérnia, os bombeiros tiveram que demolir a parede da frente de sua antiga casa para levantá-lo e colocá-lo dentro de uma ambulância.
“É gratificante quando você consegue ter controle da sua vida. Você pode fazer o que quiser e olhar as coisas de um outro ângulo”, comemorou.