terça-feira, 17 de junho de 2014

Vício em comer é um problema real, segundo estudo


É comum achar que as pessoas que não conseguem se controlar e comem a toda hora fazem isso por não terem força de vontade, e usam como 'desculpa' um possível vício. No entanto, segundo estudos recentes, o problema pode ser verdade. As informações são do Daily Mail.
Os pesquisadores descobriram que mulheres acima do peso são instintivamente mais estimuladas por imagens de comida e têm, de fato, menos força de vontade.
Claus Voegele, professor de psicologica da Universidade de Luxemburgo, disse que "todos os vícios são similares no sentido de o paciente desejar aquele sentimento bom recebido pelos neurotransmissores, criado quando se come, joga, fuma, fazem sexo ou se drogam".
Os testes foram feitos com mulheres 3 horas depois de comerem ou imediatamente após terem feito uma refeição. Algumas imagens apareciam aleatoriamente na tela do computador, de comidas e objetos, e elas deveriam simplesmente clicar nas imagens o mais rápido possível.
Constatou-se que as voluntárias com problemas de peso eram mais devagares. Muitas delas disse que o teste deu vontade de comer, não importando há quanto tempo elas estivessem sem comer.
"Isso sugere que algumas pessoas têm uma predisposição psicológica ou até instintiva a 'beliscar'", disse o professor.

Fonte: terra.com

Especialistas ensinam teste para saber se tem mau hálito

Uma das coisas mais chatas de se ter mau hálito é não perceber que está com ele. Quando a pessoa sabe, o tratamento costuma ser simples e prático. Para evitar esse tipo de situação, existem alguns testes, indicados por especialistas, que podem ser feitos para que a percepção da halitose fique mais fácil. 
O fato de algumas pessoas não perceberem o mau cheiro vindo da própria boca se dá por causa da fadiga olfatória. “Pela proximidade da boca com o nariz, as células olfatórias se acostumam com o odor do mau hálito. É como se você entrasse numa residência que as paredes foram pintadas recentemente, você sente o cheiro da tinta, mas, cinco minutos depois, se acostuma e não sente mais”, explica Marcos Moura, cirurgião-dentista e presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA).
Para o especialista, a melhor forma para a pessoa saber se seu hálito está com alguma alteração estranha é perguntar para um amigo ou parente próximo. “Deixar de lado o constrangimento e fazer a pergunta em diversas horas do dia e em dias alternados é umas das formas mais tranquilas de descobrir se ela tem problemas com o hálito”. 
Teste o seu hálito

Se não for possível questionar alguém íntimo sobre o hálito, faça um teste sozinho. Primeiro dê uma lambida no pulso, espere por trinta segundos e cheire-o. Depois, responda sim ou não para as perguntas seguintes:

Você respira pela boca?

Fuma?
Bebe pouco líquido?
Ingere bebida alcoólica mais de duas vezes por semana?
Fica muitas horas em jejum?
Ronca?
Sente a boca seca com frequência?
Nota uma camada esbranquiçada no fundo da língua?
Tem tártaro?
Seu intestino é preso?
Sua gengiva sangra durante a higiene oral?
As pessoas te oferecem balas ou chicletes com frequência?
As pessoas se distanciam para falar com você?
Faz mais de seis meses que não vai ao dentista?
Faz dieta?

Se ao fim desse teste o seu pulso estiver com um cheiro ruim e você tiver respondido sim para mais de dois itens acima, é possível que você tenha problemas de mau hálito. Neste caso, o melhor a fazer é procurar um especialista para ajudar a tratar o problema. 

SOS Mau Hálito

E quando o seu melhor amigo tem mau hálito e não percebe? Para quem está do outro lado do problema também existe solução. “Uma pesquisa da ABHA apontou que 99% das pessoas que apresentam mau hálito gostariam de ter sido avisadas”, diz Marcos. 

Porém, se a pessoa com halitose não for tão próxima para esse tipo de conversa, a ABHA desenvolveu uma ferramenta que avisa, anonimamente, a pessoa que está com mau hálito. Basta descobrir o endereço de email ou da casa dela e entrar no site www.sosmauhalito.com.br. Lá você será direcionado para o site da associação, que avisará o portador do possível mau cheiro na boca, dará dicas de como saber se está com mau hálito, além de enviar uma lista dos profissionais no Brasil que são capacitados em halitose e alterações dos padrões salivares. 
Fonte: Beta

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Lavar frango aumenta risco de intoxicação alimentar

A prática de lavar frango cru aumenta o risco de intoxicação alimentar, alerta a Food Standards Agency (FSA), agência de segurança alimentar britânica.
O processo de lavagem espalha bactérias Campylobacter nas mãos, roupas e em utensílios e superfícies de cozinha, devido ao espirro de gotas de água.
Na verdade, não há necessidade de lavar o frango, pois a bactéria morre quando ele é bem cozinhado ou assado.
Conhecida como bactéria retorcida, a Campylobacter é a forma mais comum de intoxicação alimentar na Grã-Bretanha, e a maioria dos casos é proveniente de aves contaminadas.
Os sintomas incluem diarreia, dores de estômago, cólicas, febre e mal-estar geral. A maioria das pessoas só fica doente por alguns dias, mas a doença pode levar a problemas de saúde a longo prazo, como a síndrome do intestino irritável e a síndrome de Guillain-Barre, uma doença grave do sistema nervoso.
 A Campylobacter também pode matar - os que correm maior risco são crianças menores de cinco anos ou idosos.
A britânica Ann Edwards disse à BBC que ficou completamente paralisada ao contrair a bactéria 17 anos atrás, quando tinha quase 50 anos, e desde então não trabalha mais. "Eu primeiro notei que havia algo errado quando eu tive uma diarreia muito grave que durou pouco mais de uma semana. Fui levada ao hospital e a partir daí fiquei totalmente paralisada", lembrou. "Meu sistema imunológico teve uma reação exagerada [à bactéria], o que afetou meus nervos", contou. Edwards se recuperou apenas parcialmente. Ela ainda sofre alguma paralisia nos pés e tem baixa imunidade. "Eu trabalhava numa empresa de seguros, era muito ativa e em boa forma. Isso ocorreu duas semanas antes de eu fazer 50 anos. Eu não trabalho desde então. Mudou completamente a minha vida", lamenta ela.
Pesquisa
Uma pesquisa online com 4.500 adultos realizada na Grã-Bretanha pela FSA descobriu que 44% dos entrevistados lavam o frango antes de cozinhar.

A Campylobacter afeta cerca de 280 mil pessoas na Grã-Bretanha a cada ano, mas apenas 28% dos entrevistados na pesquisa da FSA tinham ouvido falar dele e, desse grupo, só um terço sabia que aves são a principal fonte das bactérias.
Os entrevistados disseram que lavam o frango para remover a sujeira ou germes ou, simplesmente, porque sempre fizeram isso.
"Embora as pessoas costumem seguir as práticas recomendadas para o manuseio de aves, como lavar as mãos depois de tocar em carne de frango crua e ter certeza de que ela está bem cozida, nossa pesquisa descobriu que lavar frango cru também é prática comum", disse a presidente-executiva da FSA, Catherine Brown.
Segundo Brown, infecções por Campylobacter custam à economia centenas de milhões de libras por ano por causa de pessoas que faltam ao trabalho por estar doente e dos gastos do NHS [o sistema público de saúde britânico].
Brown disse que a FSA também está trabalhando com agricultores, abatedouros e processadores para tentar reduzir a presença de Campylobacter nas aves.