quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Aprender a rir de si mesma, saber cair e levantar e ser otimista transforma seu dia a dia

Passar por dificuldades e chateações não é exclusividade de ninguém. De um jeito ou de outro, todo mundo encara algum tipo de problema na vida. O que faz a diferença é o modo como cada pessoa lida com as situações. Exemplo: recebeu uma crítica pesada do seu chefe? Você pode escolher entre ficar com raiva, ter vontade de pedir demissão na hora ou parar para pensar se o que ele falou pode ajudar você a se tornar uma profissional melhor. Investindo num bom diálogo com ele, você pode conseguir dicas de bons cursos para fazer ou ajuda para melhorar seu rendimento. Ser otimista e resiliente (não se deixar abater) só aumenta as possibilidades ao seu redor. “Também é um jeito de se tornar mais feliz, pois, mesmo sofrendo os impactos que a vidatraz, é possível transformar isso em força para levantar e seguir adiante”, lembra a psicóloga Miriam Barros, de São Paulo. Aquele velho ditado que manda fazer do limão uma limonada é a pura verdade.

Hora de se superar!

Algumas pessoas nascem com uma maior ou menor sensibilidade ao sofrimento mas, independentemente da herança genética, é possível se tornar mais resiliente ao longo da vida por meio do contato com a família e das experiências. Procure desenvolver em você:
- Esperança de que as coisas podem melhorar.
- Otimismo na forma de enxergar a realidade.
- Persistência diante dos obstáculos do cotidiano.
- Tolerância a frustrações.
- Autoconfiança e autoestima sempre positivas.
- Flexibilidade.
- Controle dos impulsos e capacidade de administrar as emoções.

Você sabia?

Emprestado da física, o termo resiliência significa o poder que um determinado material possui de se recompor após sofrer um choque (pense numa esponja que é apertada e, em seguida, volta ao normal). Na psicologia, a resiliência é utilizada para descrever a capacidade que as pessoas têm de sofrer decepções, traumas, doenças e, depois, se recuperar.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A fisiologia de um beijo

Um só minuto de beijo e, no entanto, quantos segundos de espanto!” A frase é de Vinicius de Moraes, mas a sensação descrita é compartilhada pela maioria das pessoas. Será possível explicar racionalmente o que um gesto tão instintivo provoca dentro do organismo?
"O beijo é um ato que faz o indivíduo se lembrar inconscientemente da amamentação, um período de entrega total. Por isso, traz conforto e confiança", avalia o ginecologista e sexólogo carioca Amaury Mendes Júnior. Para a psiquiatra Carmita Abdo, da Universidade de São Paulo, ele faz parte de uma espécie de iniciação no mundo. "A boca é o principal órgão da comunicação e aprendemos desde cedo a demonstrar afeto por meio do beijo", diz.

A ciência e o beijo

Nos últimos anos, a ciência se debruçou sobre o legítimo boca a boca e busca enxergá-lo inclusive como um mecanismo de perpetuação da linhagem. O homem prefere beijos molhados, por exemplo, porque tentaria lançar mais testosterona, o hormônio do apetite sexual, no corpo da mulher, despertando seu desejo. Corre uma hipótese de que o macho poderia até mesmo inferir a quantidade de estrogênio na saliva da fêmea, indício de fertilidade e boa prole.
Também se investiga como o beijo interfere no cérebro e proporciona bem-estar. Um estudo da neurocientista Wendy Hill, do Lafayette College, nos Estados Unidos, constata que o encontro bucal aumenta a produção de ocitocina, o mesmo hormônio que instiga vínculos entre o bebê e a mãe. "O beijo aplaca o estresse e faz liberar endorfinas, substâncias por trás da sensação de tranquilidade", diz Carmita.

Termômetro sexual

Para Mendes Júnior, as carícias entre os lábios são ainda um indicativo de uma vida sexual saudável. "Quando um casal não se beija, a relação já não tem o mesmo afeto", afirma. Por outro lado, parceiros que investem em beijos mais calientes têm maiores chances de garantir ou resgatar a qualidade do bem-bom. "Esse ato é marcado por uma sensação erótica, já que as mucosas da boca são muito enervadas e vascularizadas, só perdendo para os genitais", explica. Dá para entender, portanto, por que a troca de saliva estreita os laços e aumenta a autoestima entre o casal. E você há de convir que não existe melhor presente para quem quer ser eternamente namorado.

Ocitocina: muito além de hormônio do amor

1. IINCENTIVAR A RIVALIDADE NO SEXO MASCULINO

Na Universidade de Haifa, em Israel, homens que receberam doses intranasais de ocitocina passaram a analisar imagens e fatos apresentados pelos pesquisadores de maneira mais competitiva. É possível que a substância fomente essa atitude para que os marmanjos protejam os familiares de ameaças com afinco.
2. FIXAR MEMÓRIAS (ATÉ AS NEGATIVAS)

Já há algum tempo se sabe que a ocitocina auxilia a armazenar lembranças. Mas cientistas da americana Universidade Northwestern mostram agora que ela ajuda inclusive a guardar traumas no cérebro. Logo, em excesso, poderia deflagrar fobias e ansiedade intensa.

3. DAR INÍCIO AO TRABALHO DE PARTO E FORTALECER O ELO ENTRE PAIS E FILHOS

Quando chega a hora de o bebê nascer, o nível de ocitocina no organismo da mãe dispara. "É ela que estimula as contrações uterinas", explica Celso Franci, fisiologista da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. A molécula ainda firma o estreito vínculo da prole com os pais.

4. ESTABELECER LAÇOS AMOROSOS

Sobra ocitocina em um casal apaixonado - tanto que ela ganhou o apelido de hormônio do amor. Nesse cenário, a substância parece reforçar o sentimento de carinho. "Há estudos em animais que a relacionam até com comportamentos monogâmicos", completa Franci.

SERÁ QUE VAI VIRAR REMÉDIO?

A ocitocina despertou a atenção das indústrias farmacêuticas, que vêm avaliando seu potencial contra distúrbios mentais. Contudo, por atuar em tantos processos distintos, talvez provoque reações adversas que dificultem sua comercialização - a já citada ansiedade é um exemplo. Resta esperar análises específicas para verificar o real efeito de pílulas à base dessa molécula.