sexta-feira, 5 de abril de 2013

Aprenda a cuidar da pele após o verão

No dia 20 de março nos despedimos do verão para saudar a nova estação do ano, o outono. Mas, não é apenas a natureza que sente a mudança de temperatura, nossa pele também sofre com as variações. O calor, o sol, o mar e o cloro, que deixaram a pele ressecada, sem brilho e áspera, foram embora, mas deixaram danos. Vamos mostrar como começar a nova estação com a pele mais bonita e saudável.

Segundo a dermatologista do Hospital Samaritano de São Paulo, Gabriela Casabona, a principal causa do ressecamento da pele no verão é a alta exposição aos raios ultravioletas, chamados raios UV. No entanto, para que a pele melhore há algumas medidas a serem tomadas, além da utilização diária do protetor solar, já que nas estações frias o sol também está presente. "Primeiro é importante que as pessoas conheçam muito bem o seu tipo de pele", afirma Gabriela, que recomenda tratamentos diferentes para cada pessoa.

Adriana Vilarinho, dermatologista e membro da academia brasileira e norte-americana de dermatologia, sugere que para a pele ser recuperada é necessário começar o tratamento a partir de uma esfoliação. A dermatologista Gabriela Casabona explica: "A esfoliação vai eliminar as células mortas, e as impurezas, dando a pele uma aparência mais saudável". No entanto, a médica deixa claro que a frequência com que o tratamento deve ser feito dependerá do tipo de pele.

Além da esfoliação, outra alternativa para retirar células mortas da pele é o peeling, que segundo Adriana Vilarinho, funciona na remoção uniforme da camada de células expostas ao sol, poluição, cloro e sal, sendo mais eficaz que a esfoliação. Além de contar com os mesmos benefícios, já que vai proporcionar à pele uma aparência mais saudável.

Após o procedimento da esfoliação ou do peeling Adriana sugere que seja feita uma hidratação, para que a perda de água, decorrente da exposição aos males do verão, possa ser revertida. 
Além dos procedimentos, há também a alimentação. Alimentos saudáveis e muita ingestão de água podem ajudar na recuperação da pele após o verão. No entanto, segundo Gabriela a saúde da pele depende do cuidado não apenas após o verão "o importante é cuidar da pele de maneira contínua, educando-a, independente da época do ano".

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Faça o teste e calcule seu nível de preocupação

Some os pontos e confira o resultado 

1) Toca o telefone e o primeiro pensamento que lhe vem à cabeça é de que lá vem uma péssima notícia 

2) A hora de deitar é um problema por causa da sua dificuldade para pegar no sono 

3) Há cerca de seis meses você tem sentido palpitações cardíacas 

4) Sente dores musculares 

5) A concentração tem se tornado difícil 

6) A viagem de férias está planejada, mas você teme não conseguir pagar as contas 

7) Foi anunciado que haverá corte na empresa e você, mesmo sem nenhum sinal da chefi a, tem certeza de que será demitido 


Apreensivo ou sossegado? 
Confira em que time você joga 

Abaixo de 14 pontos: baixa 
Você leva a vida numa boa. Sabe que um pouco de adrenalina faz muito bem e gera um nível de preocupação saudável. Esse hormônio tem, de fato, uma função adaptativa, ou seja, melhora a nossa performance. Nesse estágio, a apreensão é o que dá energia para levarmos um dia a dia normal e criativo. É o que nos força a estudar até mais tarde para a prova e a criar estratégias para um desenlace positivo. 

Acima de 14 pontos: alta  
Opa, entrar em parafuso assim pode comprometer sua saúde. E nem ajuda a resolver os problemas. Refl ita sobre uma coisa: ansiedade não é sinônimo de ser responsável. Veja como lidar melhor com a situação nesta reportagem e, se achar necessário, fale com um especialista a respeito.


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Preocupação excessiva é doença

A vida está longe de ser um mar de rosas. E é melhor andar precavido. Mas isso não significa se afogar em preocupações e ficar o tempo todo na defensiva imaginando que o futuro será um fardo. Nem muito menos achar que, ao antecipar as tragédias, elas estarão sob controle e nunca acontecerão. Na verdade, pensamentos inquietantes e exagerados, quase sempre focados no lado ruim das coisas, não têm nada de preventivos. Tiram, isso sim, o fôlego da saúde.

O trabalho, o filho, o namorado, o papagaio... Pessoas que se preocupam incontrolavelmente com tudo podem estar entre os cerca de 2 a 3% da população que sofre de ansiedade generalizada, um transtorno que, caprichoso, tende a piorar na virada do ano. “Costumo abrir o consultório no dia 25 de dezembro a pedido desses pacientes”, diz a psiquiatra Erica Camargo, professora do Departamento d e Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior de São Paulo. 

“O vestibular, a ideia de fazer um balanço das tarefas cumpridas ou não durante o último ano, tudo isso agrava o sofrimento”, confirma o psiquiatra Márcio Bernik, do Ambulatório de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Tem mais: “Estamos falando daquele indivíduo que, pegando o exemplo das compras de Natal, acha que gastará mais do que pode, que ninguém irá gostar do seu presente e que seu carro, estacionado na rua perto do shopping, será roubado”, diz Bernik. É mesmo uma espiral de descontrole. Os estudos mostram que os portadores do transtorno de ansiedade generalizada (TAG) demoram cerca de 15 anos para pedir ajuda. Em geral, porque acreditam que é normal ser hipervigilante. “Os indivíduos com TAG costumam ser ótimos funcionários, de tanto prever riscos”, continua o especialista. “Quando chegam à consulta, contam que na juventude, apesar de muito agitados, tinham mais gás que seus colegas. E só procuraram tratamento porque sentem que essa energia acabou e surgiram prejuízos na vida afetiva e social”, completa.

A agonia de viver pensando que algo pra lá de chato vai acontecer não vem em voo solo. “Há palpitações, falta de ar, náuseas, dificuldade de concentração e de sono”, detalha Sandra Inês Ruschel, professora da Pontifícia Universidade Catól ica do Rio de Janeiro. “A pessoa fica tão atenta ao que terá de fazer no dia seguinte que sempre demora para dormir”, explica a psiquiatra.

Daí surgem contraturas musculares, fadiga e tremores — o medo, aliás, é um sintoma que cresce muito nesse pessoal. Sem falar nos problemas cardiovasculares resultantes de tanto estresse e depressão. “Quatro de cada cinco indivíduos deprimidos evoluíram de um quadro de ansiedade não tratado”, pontua Bernik. A ansiedade generalizada altera a produção de neurotransmissores responsáveis pelo equilíbrio do nosso humor. “Essa é uma das prováveis causas da doença”, diz Erica.