quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Educação sexual na escola


A educação sexual foi alçada, em 2006, à condição de tema transversal do currículo escolar. Tania Zagury resume o que isso quer dizer: "ela deixou de ser exclusividade do professor de ciências, que mencionava o assunto quando falava do aparelho reprodutor". Em outras palavras, orientar os alunos sobre sexo é função de quem leciona do ensino fundamental ao médio. Aqui no Brasil, esse modelo ainda parece um tanto utópico, inclusive nas escolas particulares. Mas não seria tão difícil tirá-lo do papel. Bastam investimento e um trabalho com os próprios mestres. Não adianta apenas levar palestras ao colégio. Criar, por exemplo, uma semana sobre a aids é bom, mas ainda é pouco, avalia Antonio Carlos Egypto. Informações e reflexões sobre sexualidade devem se espalhar por todas as disciplinas. Numa aula de literatura, pode-se abordar o assunto ao discutir os personagens de um romance, exemplifica
 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Por que o sexo faz bem


1. Melhora da autoestima: o sexo faz o indivíduo se sentir desejado pelo outro. E isso aumenta a autoconfiança não só na cama. 

2. Proteção cardiovascular: é, entre todos os esportes, o mais prazeroso. Atua sobre a circulação, aprimorando o fluxo sanguíneo. 

3. Perda de peso: quanto mais gritos, sussurros, novas posições... mais calorias torradas no calor da noite. 

4. Menos estresse: no orgasmo você libera tudo, inclusive neurotransmissores que aplacam a tensão do cotidiano. 

5. Controle da dor: durante o orgasmo são liberadas as endorfinas, verdadeiros analgésicos naturais. Gemido? Só de prazer. 

6. Músculos fortes: se feito sem medo de ser feliz, o sexo trabalha o abdômen, as coxas e, no caso das mulheres, a musculatura da vagina, o que intensifica o orgasmo. 

7. Sem insônia: quem não sabe desta? Depois do prazer, a gente relaxa e consegue dormir melhor, alcançando as fases mais profundas do sono.
 

Prolongue sua vida sexual


Médicos e cartomantes compartilham uma velha obsessão: prever, cada um à sua maneira, o futuro da vida alheia. Nas cartas, o tarô busca apontar quando aparecerá a tão sonhada cara-metade. Por meio de análises rigorosas, a ciência sabe predizer, agora, até quando uma pessoa se exercitará sobre a cama — com a sua cara-metade ou não. Um trabalho da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, acompanhou mais de 6 mil homens e mulheres de 25 a 85 anos para formular um novo índice, a expectativa de vida sexual. A questão é que, diferentemente de um grande amor, que parece ser providenciado pelo destino, o porvir entre as quatro paredes do quarto depende, e muito, dos nossos hábitos. 

“Observamos que um organismo pobre em saúde também sofre um bom abatimento da atividade sexual”, diz Natalia Gavrilova, uma das responsáveis pelo estudo. Isso significa que as pessoas seduzidas pelo sedentarismo, pela privação de sono ou por uma dieta gordurosa estão antecipando sua aposentadoria em matéria de diversão a dois. “À terceira década de vida, homens com um estado geral deficitário terão mais 30 anos de relações sexuais intensas, enquanto os sadios apresentarão no mínimo mais 37 anos”, revela Natalia. Não é diferente com as mulheres. As saudáveis ganham quase cinco anos extras de muito, muito prazer. 

É inevitável que, em meio a esses achados, a gente toque em um assunto: seria então o envelhecimento um obstáculo ao sexo? “O problema não é a idade em si, mas as doenças que costumam aparecer com ela”, avalia a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo. Por isso, é preciso coibir desde cedo os fatores que desencadeiam obesidade, hipertensão... 

A pesquisa americana aponta que a ala masculina, embora viva menos, desfruta por mais tempo das relações sexuais. “Diversamente dos homens, as mulheres enfrentam a derrocada dos hormônios com a menopausa, o que afeta a libido, a lubrificação vaginal e a vaidade”, justifica a ginecologista Carolina Carvalho, da Universidade Federal de São Paulo. Mas nenhum marmanjo deve sair por aí cantando de galo. “O estudo também mostra que os homens perdem muitos anos de vida sexual devido a doenças crônicas, como males cardiovasculares e diabete”, alerta Otto Chaves, chefe do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia.